
Excepcionalmente, às sextas é possível visitar a exposição de Amadeo de Souza-Cardoso até à meia-noite. A Fundação Gulbenkian estreia-se nestas modernices de horários alargados e logo com uma mostra de se lhe tirar o chapéu (190 obras do pintor mais outras de 38 artistas do seu tempo e do calibre de Modigliani, Picasso e Sonia e Robert Delaunay). Acho bem. Acho fantástico.
E lembro-me logo das comemorações do Dia Internacional dos Museus, algures em Maio, que levou milhares de pessoas a trocar o engate no balcão da Kapital pelo prazer de visitar o Museu Nacional de Arte Antiga às três da manhã. Não doeu nada, digo eu, correndo o risco de parecer a maior das anti-líricas-noctívago-sentimentais.
(Devia ter colocado aqui uma pintura do Souza-Cardoso mas escolhi esta do Robert Delaunay - "Paysage au disque" 1906, Musee Nationale d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, París - porque gosto muito dela. O nosso artista segue dentro de momentos.)