O adolescente Américo Maluco sempre gostou de armas e de amigos canalhas. E das más companhias ao roubo de 20 quilos de peixe em 1955 foi um passo muito curto. Decisivo. Sem volta. Furtos, vadiagem, furto de veículo, furto em estendal, furto através de chave falsa e por arrombamento, assaltos à mão armada e roubos em ourivesarias. Tudo à grande. Dez prisões depois da primeira detenção, fugiu do estabelecimento de Coimbra. Foi em 1986. Desde então, deambulava pela doca de Pedrouços, mudava de nome e de penteado como de camisa. Biscatava na estiva. E até renovou o bilhete de identidade. Aos 68 anos, volta para a prisão de Coimbra. Depois de vinte anos em fuga.
Há histórias do caneco.





