Ferro Rodrigues diz que o actual Governo socialista deve ter «menos arrogância e mais humildade». O PS diz que tais declarações resultam de uma visão «distorcida pela distância» da realidade portuguesa. Pois. Só a resistência do PS às críticas legitima 90% da opinião de Ferro Rodrigues. Os restantes 10% é fazer uma busca na net por ‘José Sócrates’ e ‘Tratado de Lisboa’ para ver como o governo socialista é despretensioso e modesto.
03/01/08
02/01/08
É só mais uma baforada
O presidente da ASAE foi fotografado pelo Diário de Notícias a fumar uma cigarrilha no Casino do Estoril, às 02h30 da manhã do dia 1 de Janeiro. E eu que depositava tanta esperança na idoneidade desta Autoridade Administrativa para pôr a nação em sentido, fico para aqui a achar que já não há inspectores como havia noutros tempos. Andamos todos uns rebeldes, é o que é.
PS: Bom 2008 para todos.
20/12/07
Conto de Natal
«Na noite de 21 Junho de 2004 – cinco dias antes de o país ser oficialmente informado de que a Comissão Europeia teria um novo presidente chamado José Manuel Durão Barroso – Cavaco Silva soube, quase por acaso, da inopinada partida de Durão para Bruxelas. E ficou branco como a cal.
Jantando com ele nessa noite em casa de amigos comuns, pude testemunhar o grau de total ignorância em que se encontrava o antigo primeiro-ministro sobre os ideais europeus do seu antigo pupilo. “Mas isso significa entregar o país a Santana Lopes e a Paulo Portas...!” exclamara Cavaco Silva logo após um dos presentes – informado da notícia, via Bruxelas, nessa mesma tarde – ter lançado para o ar do jardim onde se jantava, a bomba atómica da partida de Durão Barroso».
Jantando com ele nessa noite em casa de amigos comuns, pude testemunhar o grau de total ignorância em que se encontrava o antigo primeiro-ministro sobre os ideais europeus do seu antigo pupilo. “Mas isso significa entregar o país a Santana Lopes e a Paulo Portas...!” exclamara Cavaco Silva logo após um dos presentes – informado da notícia, via Bruxelas, nessa mesma tarde – ter lançado para o ar do jardim onde se jantava, a bomba atómica da partida de Durão Barroso».
(Maria João Avillez in Diário Económico)
19/12/07
18/12/07
17/12/07
Peru de Natal
José Sócrates considera que o acordo sobre alterações climáticas alcançado na conferência de Bali representou um triunfo da União Europeia e «um bom momento da presidência portuguesa» da UE. «O resultado da conferência de Bali foi uma vitória do mundo e do ambiente, mas representou também uma vitória da liderança europeia, porque foi a UE quem puxou por este objectivo», declarou.
«Orgulhosamente, posso dizer que as três principais prioridades foram inteiramente cumpridas, ao serviço de uma Europa mais forte para um mundo melhor», declarou José Sócrates, destacando o grande momento do semestre, consumado na assinatura do novo Tratado da EU.
«Acho que podemos com orgulho chegar ao fim desta presidência e podemos dizer que a Europa fica mais forte internamente e também com uma melhor política externa», disse José Sócrates à chegada à reunião dos chefes de Estado e de Governo dos 27 que marca o final da presidência portuguesa.
O Presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, considerou que a Cimeira UE/África foi «verdadeiramente extraordinária» e que o seu resultado superou um impasse de muitos anos.
«Orgulhosamente, posso dizer que as três principais prioridades foram inteiramente cumpridas, ao serviço de uma Europa mais forte para um mundo melhor», declarou José Sócrates, destacando o grande momento do semestre, consumado na assinatura do novo Tratado da EU.
«Acho que podemos com orgulho chegar ao fim desta presidência e podemos dizer que a Europa fica mais forte internamente e também com uma melhor política externa», disse José Sócrates à chegada à reunião dos chefes de Estado e de Governo dos 27 que marca o final da presidência portuguesa.
O Presidente em exercício da União Europeia, José Sócrates, considerou que a Cimeira UE/África foi «verdadeiramente extraordinária» e que o seu resultado superou um impasse de muitos anos.
Este senhor, este tal José Sócrates, era capaz de dar um bom primeiro-ministro para o nosso país. Parece ser um caso de sucesso além-fronteiras.
13/12/07
Será?
«El escritor Arturo Pérez-Reverte ha dicho en Murcia que los españoles, incluido él, son "analfabetos en manos de sinvergüenzas, y las bibliotecas siempre han estado vacías", porque les han hecho "detestar la Historia del país, no sólo los ministros analfabetos" de Educación y Cultura.
En una conversación informal, en la que hasta contó un par de chistes, Pérez-Reverte señaló que "el pueblo español es inculto, no lee, no sabe y no tiene conciencia crítica".
Tras advertir de que todo lo que decía eran "opiniones personales y subjetivas", su "percepción de las cosas", indicó que "España, aunque también solidaria y generosa, sigue siendo ingrata y conserva viejos vicios, lacras y costumbres ruines".
La España de hoy, precisó, "es mucho mejor que la del personaje de Alatriste del siglo XVII; hay preservativos y penicilina, a pesar de que -hizo un paréntesis- blasfemo a diario de este país, porque seguimos siendo unos mierdas en otras muchas cosas". »
(retirado daqui )
En una conversación informal, en la que hasta contó un par de chistes, Pérez-Reverte señaló que "el pueblo español es inculto, no lee, no sabe y no tiene conciencia crítica".
Tras advertir de que todo lo que decía eran "opiniones personales y subjetivas", su "percepción de las cosas", indicó que "España, aunque también solidaria y generosa, sigue siendo ingrata y conserva viejos vicios, lacras y costumbres ruines".
La España de hoy, precisó, "es mucho mejor que la del personaje de Alatriste del siglo XVII; hay preservativos y penicilina, a pesar de que -hizo un paréntesis- blasfemo a diario de este país, porque seguimos siendo unos mierdas en otras muchas cosas". »
(retirado daqui )
12/12/07
Tolerância
do Lat. tolerantia
s. f.,
qualidade de tolerante;
acto ou efeito de tolerar;
atitude de admitir a outrem uma maneira de pensar ou agir diferente da adoptada por si mesmo;
acto de não exigir ou interditar, mesmo podendo fazê-lo;
permissão;
paciência;
condescendência;
indulgência.
(fonte priberam )
s. f.,
qualidade de tolerante;
acto ou efeito de tolerar;
atitude de admitir a outrem uma maneira de pensar ou agir diferente da adoptada por si mesmo;
acto de não exigir ou interditar, mesmo podendo fazê-lo;
permissão;
paciência;
condescendência;
indulgência.
(fonte priberam )
11/12/07
Critérios
Parece que vem aí uma nova campanha de promoção aqui do burgo. Chama-se «Portugal Europe's West Coast» e aposta na presença de oito personalidades portuguesas que fazem parte de uma «geração de talentos que se está a afirmar a nível internacional» e que tem «garra e gana para vencer».
Portanto, os nossos produtos gourmet em fase ascendente são José Mourinho, Mariza, Cristiano Ronaldo, Nelson Évora, Vanessa Fernandes, Miguel Câncio Martins, Maria do Carmo Fonseca e Joana Vasconcelos. Quatro vêm do desporto (dois do futebol), um da música, outro da arquitectura, outro da ciência e outro das artes plásticas.
Na literatura, no cinema, no design, na fotografia ou na medicina, nicles. Não há ninguém que valha um dedinho do pé do Cristiano Ronaldo.
10/12/07
Um Assim, de repente, à segunda-feira...
... para uma resposta tardia: há dias em que me encontro com a tristeza n’ O Quarto do Filho (Nanni Moretti), outros em que me apetece revisitar Casablanca, (Michael Curtiz) só para ouvir “We'll Always Have Paris”. Se me dá para o disparate, vou na onda do Tootsie (Sidney Pollack) ou embarco em todas as loucas aventuras do Indiana Jones à procura de qualquer coisa. Mas também posso instalar-me n´ A Pousada da Jamaica (Alfred Hitchcock) a ler Daphne du Maurier com óculos a preto e branco. E há os outros dias todos, onde há sempre um Big Fish (Tim Burton) à espera de ser pescado.
07/12/07
05/12/07
Lista
Assim, num primeiro ensaio, nota-se que não há alterações dignas de registo. Há um núcleo duro que se mantém inalterável desde sempre, seja gordo ou magro o subsídio de Natal. Há também uma mão cheia de outros nomes, não muito mais do que uma mão de dedos bem contados, que desde que entraram no lote nunca mais dele saíram. Depois, há uma classe flutuante, composta por pessoas que, num dado ano, são lembradas nesta quadra, e que noutro, sabe-se lá porquê, acabam votadas à indiferença. Há ainda o factor Natureza que determina novas inserções por via do nascimento ou exclusões por via da morte. E finalmente – os mais intrigantes - há os que desaparecem sem deixar rasto mesmo sem terem morrido. Evaporam-se dos nossos pensamentos natalícios e não há espírito festivo que os faça ressuscitar. Na ausência de exemplos destes este ano parece que tenho a tarefa facilitada: é só tirar uma fotocópia da última lista de presentes de Natal e descansar a consciência. Não tenho nem mais nem menos entes queridos do que tinha o ano passado. O que nos tempos que correm, já não é nada mau.
04/12/07
03/12/07
Despreocupação Total
Amanhã, joga-se o futuro da capital. Outra vez. Cinco meses depois das eleições intercalares de Lisboa – provocadas pelas trapalhadas de um presidente apoiado pelo PSD – o empréstimo necessário para equilibrar as contas – de dívidas contraídas pelo PSD - pode estar em vias de não acontecer – por vontade do PSD contra todas as forças políticas representadas no município.
É mais ou menos isto: amanhã, a Câmara Municipal de Lisboa pode ficar sem presidente e mergulhar outra vez numa crise e obrigar os lisboetas a regressar mais cedo às urnas.
Mas Luís Filipe Menezes, líder do PSD que é também o maior partido da oposição, diz-se “despreocupado” e sem “medo de eleições antecipadas”. E eu acredito nisso ao vê-lo nos jornais, sorridente e folgado, deixando-se fotografar com a nova namorada nos Açores. A vida deve correr-lhe bem. Corre sempre bem àqueles que tendem a não vislumbrar mais nada além do perímetro do seu próprio umbigo.
Mas Luís Filipe Menezes, líder do PSD que é também o maior partido da oposição, diz-se “despreocupado” e sem “medo de eleições antecipadas”. E eu acredito nisso ao vê-lo nos jornais, sorridente e folgado, deixando-se fotografar com a nova namorada nos Açores. A vida deve correr-lhe bem. Corre sempre bem àqueles que tendem a não vislumbrar mais nada além do perímetro do seu próprio umbigo.
29/11/07
É fartar, vilanagem
Alguém devia lembrar-se de informar a malta do Guinness do número de estudos já efectuados sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. Assim, como quem não quer a coisa, acho que era uma forma bonita de exaltar o esforço de tanto intelectual ao serviço da nação.
28/11/07
Não se desgracem
É cíclico. Uma espécie de fado. Volta e meia, lá aparece alguém a discorrer sobre os efeitos perniciosos da Internet e dos acessos rápidos e demasiado fáceis ao mundo global. Coube agora a vez à presidente da Organização Mundial da Família (OMF) que anuncia que a Internet “é a grande inimiga da família” na Europa e nos países civilizados, como se antes de estarmos todos aqui não houvesse problemas nenhuns entre pais e filhos, irmãos, tios, primos, cunhados, sogras e afins. A dita senhora está certa de que o melhor mesmo é desenvolver uma “estratégia concreta” para “enfrentar esta problemática”. E eu estou quase certa de que a violência doméstica, a pedofilia, a pobreza, o desemprego, os acidentes infantis, o insucesso escolar ou a pura demissão de alguns pais do seu verdadeiro papel fazem muito mais mossa nos nossos lares do que um périplo diário por uma mão-cheia de websites ou umas conversetas via MSN.
27/11/07
Em bicos de pés
A verdade é que tenho saudades. Quero dizer, um bocadinho. Mas depois já não. Ando nisto e não sei o que fazer. Volto, não volto, mantenho a pausa, estico a corda, acabo com tudo. Um astro não se pode apagar, só quando morre. Ou flameja ou não flameja. Flameja, pronto. Assim será até ver. Ou até acabar a pilha.
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