15/03/10
Ao quarto programa
do Miguel Sousa Tavares continuo a achar que o melhor de tudo é a música do Rodrigo Leão.
14/03/10
O partido do combate sem tréguas
contra a asfixia democrática acaba de decidir em congresso que criticar os seus líderes passa a ser infracção grave. Ora cá está uma medida bonita e sensata, própria de gente séria e saudosa do respeitinho de outros tempos.
10/03/10
08/03/10
O cúmulo do bizarro
do dia de hoje? Ficar no carro, à porta de casa, durante mais de meia-hora a tentar escapar a uma assembleia de condóminos excitados por fazer aprovar mais uma obra estruturante para o edifício: forrar os dois elevadores. Parece que a proposta passou sem votos contra nem abstenções para grande delírio das duas participantes com quem me esbarrei acidentalmente nas escadas, quando tentava de forma discreta aceder aos meus aposentos.
04/03/10
03/03/10
Constatação
Já não são ruas desertas à noite, ladrões, barulhos caseiros sem explicação, trovoadas violentas, fendas sísmicas ou sequer o sobrenatural. Isto tudo junto não chega a beliscar o meu sossego tanto quanto a perspectiva de perder com a idade e a vida a noção do ridículo.
26/02/10
Auto-censura
Parece-me que hoje vou renunciar a todos os blocos noticiosos que metam um senhor chamado há dias à AR para falar de um suposto polvo mas que só apareceu agora para não ser engolido pela maçada das notícias da Madeira que ameaçavam retirar-lhe o protagonismo que dá sentido à sua vida.
09/02/10
07/02/10
27/01/10
Tal e qual, CB
«Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
18/01/10
Vim cá só para desabafar
Estúpida, imbecil, arrogante, histérica, atrasada mental, pateta, áspera, desagradável ao ouvido. Ah, e também intolerante e preconceituosa e insolente. Maldosa de quando em quando, insuportável todos os dias.
05/01/10
Pergunto eu
Não polui, não transtorna, não agride, não consome energia, não corrói, não suja, não aumenta a despesa pública, não magoa, porque é que se há-de referendar?
04/01/10
28/12/09
Piso menos três completo do Centro Vasco da Gama três dias depois do Natal
Será da chuva, dos saldos, da semana atípica ou estamos já a falar de uma patologia compulsiva?
15/12/09
Um caixote de lixo cheio de lenços de papel e um nariz vermelho...
...devem querer dizer qualquer coisa. E não é boa.
12/12/09
Mayday Mayday Mayday
Um serralheiro de manhã, duas centenas de trolhas ao almoço, um adjunto de construtor ao jantar.
09/12/09
07/12/09
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