03/04/11

«Sentou-se na cadeira habitual

e o silêncio habitual instalou-se entre ambos. Normalmente, sentia o silêncio como um xaile reconfortante lançado à volta dos seus ombros. O silêncio era descontracção, o silêncio significava que as palavras eram desnecessárias entre eles - o amor de ambos era demasiado forte para precisar de ser recordado. Tinham feito um seguro de vida em relação ao seu amor».

'O Factor Humano', Graham Greene

29/03/11

Assim, de forma muito simples,

uma só palavra para descrevê-lo: soberbo. E uma outra para descrever o meu estado: extasiada.

23/03/11

A classe política

pergunta-se se o governo vai cair ou não. Já a minha esteticista anda desassossegada com outras matérias: 'kerida td bem? kmo ta o teu dia p a depilaxao laxer dia 9 d abril?'

22/03/11

«Não interessa

agora discutir, do meu ponto de vista, a quem cabem as culpas do impasse criado. Quando há conflitos partidários, geralmente, as culpas são quase sempre, mais ou menos, repartidas. Vamos, de resto, ouvir, na campanha eleitoral que, ao que parece, infelizmente, se vai abrir, essa discussão interminável. Para quê? Talvez, para não termos tempo de tratar do essencial, o problema que mais aflige o Povo Português: como sair da crise, financeira e económica, em que estamos mergulhados? Será sensato, assim, sejam de quem forem as culpas, acrescentar-lhe uma crise política? Será que alguém pensa, em consciência, que a nossa situação vai melhorar, por ignorarmos durante mais de dois meses a crise que hoje nos aflige - a todos - lançando--nos numa disputa eleitoral, ganhe quem ganhar - PSD ou PS - haja ou não coligações, à direita ou à esquerda? (...) Quando o País acordar dessa campanha eleitoral, que só desacreditará os Partidos - os políticos e o País - quem terá condições efectivas para governar e nos tirar da crise? E por quanto tempo? Passos Coelho? Outra vez, Sócrates? À beira da bancarrota, o Povo Português estará então, desesperadamente, a pedir um governo de salvação nacional ou até: um salvador (que felizmente parece não ser fácil encontrar) visto não estarmos nos anos trinta do século passado...»
Mário Soares (DN de hoje)

21/03/11

Toda a gente

fala em evitar uma 'crise política' como se ela não existisse já com um governo que apresenta PEC's em formato fechado, uma oposição que não aceita mais austeridade sem explicar qual é a alternativa e um presidente que sacode a água suja do capote. Algures, entre amuos e teimas e grandes estratégias, estão dez milhões de macacos em suspenso até quarta-feira. Ou até sábado, caso o nosso primeiro decida ir fazer queixinhas à Alemanha antes de se demitir aos pés de um presidente que já palita os dentes como gente grande.

20/03/11

Ver o copo

meio cheio é ficar feliz por ter acabado um trabalho chatérrimo num magnífico domingo de sol?

17/03/11

Daqui a nada

vou fazer um frete descomunal, ao qual bastava mudar uma personagem para se tornar um extraordinário prazer. Injustiças da vida.

16/03/11

Ora vamos lá

começar pela justiça, diz «o primeiro dos inconformados com o estado deste sector». Que venha daí uma reformazita, sff, de preferência uma que arrume com o caso BPN de uma vez por todas.

15/03/11

Depois

dos gritos lancinantes, a pedagogia do frango cocorocó. Estou em nervos. O que virá a seguir?

11/03/11

10/03/11

É incrível

como há coisas que davam um extraordinário prazer a ser executadas e, de repente, se tornam uma extraordinária maçada. Mérito teu, SO. Obrigada.

09/03/11

Fica uma

perguntinha para os Deolindos, os tais que, com o mar, são agora a grande fonte de preocupação do nosso PR.

07/03/11

Não percebo

o excitex do Expresso e do Ricardo Costa com a WikiLeaks. Até agora, as pretensas capas bombásticas que se tem dedicado ao tema resumem-se a cusquices dos norte-americanos como "o Manuel Alegre é um dinossauro de esquerda que gosta de ir à caça", "Manuel Pinho comete gaffes" e "o silêncio de Cavaco Silva comprometeu a campanha do PSD". Se calhar sou eu que ando um bocado chata mas esta conversa de comadres interessa exactamente a quem?

04/03/11

Em certos momentos

ceder a uma tentação é o melhor que pode acontecer a uma pessoa.

02/03/11

Hoje

embarcava numa loucura de qualquer espécie.

23/02/11

Assustador

é o mínimo que se pode dizer do discurso de ontem de Kadhafi. Parece-me que andamos demasiado tempo a achar graça às excentricidades desta criatura, sem perceber exactamente o que está para além da sua tenda foleira e da sua tropa de Amazonas.

21/02/11

Não sei

o que foi pior hoje: se a burrice de algumas pessoas com quem infelizmente tenho que lidar profissionalmente mais vezes do que gostaria se os estúpidos saltos altos que insisto em usar menos vezes do que deveria.

16/02/11

Partida, lagarta, fugida







Hoje

a palavra que mais ouvi foi mudança mas a frase que retive foi a de que é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.

15/02/11

Uf, já estava a começar a acreditar

que o regabofe se tinha tornado uma espécie de italian way of life.

Acho que

posso concluir que passei uma noite do Dia dos Namorados acima das expectativas. A companhia esteve à altura: confidente, cúmplice, zero % queixosa, discreta e paciente. Retribuiu na medida certa. Eventualmente, falhou na questão da lembrança. Não houve perfume, peluche, nem jantar a meia luz. Não faz o género.

10/02/11

Não é só o BE, o PCP ou o PSD,

a mim também me está a apetecer apresentar uma moção de censura a uma entidade que eu cá sei.

03/02/11

O pior

das férias não é elas terminarem, mas sim a rapidez com que se tornam um passado distante.

23/01/11

O pior da noite eleitoral

os números da abstenção, Cavaco, a bronca com o cartão de cidadão, Cavaco, a repórter esbugalhada da TVI na sede do BE, Cavaco, o Coelho não ter ficado em último, Cavaco. O melhor, o iPad do José Alberto Carvalho.

21/01/11

Antecipando-me

ao dia oficial da reflexão, decidi-me hoje pelo argumento da "exclusão de partes": nunca deixaria de votar, não acredito no voto em branco, não consigo desrespeitar um direito conquistado com tanto sacríficio para votar nulo, não me sinto representada pelo actual presidente, quero um presidente da AMI a exercer em pleno as suas funções, parece-me que o Jerónimo estará a pensar reformar-se, não consegui perceber a utilidade da candidatura do médico de Viana do Castelo e não vejo a hora de ver um certo coelho regressar à sua toca madeirense e nunca mais voltar ao continente.

19/01/11

Hoje

descobri que, além do trabalho em part-time, há também o casamento em part-time. Dizem os académicos que se trata de um modelo emergente nas sociedades modernas. Está certo. A ideia do marido e mulher às terças e quintas das seis às sete tem o seu encanto e também algumas vantagens sobre o convencional e maçador contrato de casamento, que mete juras de amor eterno, mas que tem cada vez de mais de juras e menos de eterno.

17/01/11

"Os políticos são

como as fraldas: às vezes, é preciso trocá-las" diz José Manuel Coelho agorinha mesmo na TV. Nunca nenhum outro candidato a seja lá o que for me causou tanta repulsa como esta criatura que resume a sua campanha a um ataque grosseiro e primário ao actual presidente (bateu no fundo quando se deixou filmar em frente à casa de Boliqueime a verter impropérios sobre Cavaco Silva). O Tiririca ao pé deste Coelho é um senhor de fino trato.

16/01/11

Pois sim

é mais produtivo trabalhar em casa. É, pois é. Os telefones não tocam, o chefe não chama, os colegas não chateiam, não é preciso ir à rua fumar, não há emails urgentes para responder, o frigorífico está à mão de semear e a televisão também. Nem é preciso tirar o pijama e descalçar as pantufas. Uma maravilha. Um conforto só. Pois sim. Só não dá para perceber é porque é que, apesar disto tudo, não estou para aqui aos saltinhos de felicidade pelo trabalho estar a fluir de forma tão fácil e graciosa.

14/01/11

Hummmmm


11/01/11

Vem

ou não vem?

08/01/11

06/01/11

Este despertar

tardio para a ligação ambígua do presidente da república ao BPN, ao contrário do que se possa pensar, não constribui nada para elevar o interesse dos portugueses por uma campanha - que qual nado-morto - mal começou já tinha acabado. É esperar pelo dia 23, desligar a TV à noite para não levar com o discurso de vitória do homem que só precisou de nascer uma vez para ser honesto e pronto, 'tá feito. Desaparece o caso BPN, fica o presidente e regressam os "mercados financeiros".

05/01/11

13(2ª) mais 13(3ª)

igual a 26 noites de puro gozo, que ajudam os meus dias a passar mais depressa. Depois, é esperar por mais 13 (4ª).

04/01/11

Uma certa ideia

da União Europeia, assente em valores como a dignidade humana, a liberdade, a democracia e a igualdade, fraqueja quando um dos seus estados-membros, berço da cultura ocidental, acredita que isto pode ser solução para algum problema.

02/01/11

IVA zero


30/12/10

Pois que

venha ele, que entre em grande e que seja melhor do que todos esperam. Por mim, conto recebê-lo condignamente: de mente aberta embora eventualmente já um pouco tolhida por um ou outro excesso. Bom 2011!

29/12/10

Estou quase

quase quase quase quase quase quase a conseguir não ver nenhum debate dos candidatos às presidenciais. O que basicamente me enche de satisfação, porque é sinal que estou a usar os meus tempos livres para coisas que realmente me tornam uma pessoa melhor e mais informada.

27/12/10

Sou capaz de tolerar 100

pessoas frias e antipáticas, sem sentido de humor, abrutalhadas e até arrogantes. Sou capaz de tolerar melhor um batalhão deste calibre do que levar com alguém que simplesmente não consegue dizer bom dia, um simples e inocente bom dia, antes de começar a regurgitar o mal que o atinge, normalmente um mal sem paralelo neste mundo apinhado de malcriados e de gente sem maneiras.

22/12/10

A propósito desta febre das listas do melhor e do pior de 2010

"A lista é a origem da cultura. Ela faz parte da história da arte e da literatura. O que a cultura quer? Tornar a infinitude compreensível. Ela também quer criar ordem - nem sempre, mas com frequência. E como, enquanto seres humanos, lidamos com a infinitude? Como é possível entender o incompreensível? Através de listas, através de catálogos, através de coleções em museus e através de enciclopédias e dicionários. Há uma atração em enumerar com quantas mulheres Don Giovanni dormiu: foram 2.063 pelo menos, de acordo com o libretista de Mozart, Lorenzo da Ponte. Nós também temos listas totalmente práticas - listas de compras, testamentos, cardápios - que, a seu modo, também são conquistas culturais (...) A lista não destrói a cultura; ela a cria".
Umberto Eco, em entrevista à "Spiegel", 2009

21/12/10

Auto-retrato


17/12/10

Vários "Find cheap

hotel rooms and discounts, book hotel rooms worldwide, reviews of hotels, flights and vacation rentals, hot hotels discouts" depois, sou rapariga para ir a uma agência de viagens e resolver tudo como antigamente, quando vivíamos num mundo sem online booking ou reply via email.

16/12/10

O melhor Natal

15/12/10

Entre muitas outras

coisas que o Natal tem de absolutamente irritantes - e que não cabem neste post, nem muito apertadinhas - está o lançamento desenfreado de livros que não interessam nem ao menino Jesus, por mais entediado que este esteja nas suas palhinhas.

14/12/10

A questão

é que eu fico sempre arrepiada quando tropeço num amor incondicional.

13/12/10

Um presente para este Natal?

Um presidente que promulgue uma lei sem reservas, em consciência, com a certeza que está a assinar no sítio certo, sem 'opções normativas indubitavelmente questionáveis', e um presidente que não precise de dizer a toda a hora que tem resistente como nome do meio.

10/12/10

Três jornalistas da SIC aos gritos

em directo de Tomar à hora de almoço e um grande plano de um saco de compras de uma desalojada fizeram-me suspirar hoje pela novela do orçamento para 2011.

07/12/10

Ok, vamos

lá tirar o nosso dinheiro dos bancos. Que coisa divertida esta de tentar levar as instituições financeiras - buuu, que más que elas são - à falência. É que é mesmo gira esta iniciativa. Mas, pronto amanhã voltamos a pôr lá o dinheiro outra vez, certo, Cantona? É só mesmo para chatear, boa? Não é por nada, é só porque a malta precisa dos bancos para pagar casa e carro e mais umas coisinhas essenciais e não quer cá chatices.

30/11/10

Acho vergonhosa

esta mega campanha da WikiLeaks, fundamentada nas informações recolhidas por meia dúzia de bufos e chibos que nunca fizeram nada de produtivo na vida e conseguem agora os seus 5 minutos de fama à conta de um rol de denúncias que não se percebe bem a quem é que servem.

25/11/10

Porque

razão os planos de austeridade das empresas não começam pelos almoços/jantares de Natal?

24/11/10

Com alguma pena minha, admito,

ninguém conseguiu convencer-me da utilidade desta greve geral a tempo de me decidir se devia ou não fazê-la. Na dúvida, optei por colocar-me no lado da barricada onde não estão os trabalhadores da Autoeuropa.

23/11/10

Eventualmente, um óptimo presente de Natal



Terme di Montecatini

22/11/10

«Os blindados

estão pintados com o azul da PSP e têm dois bonecos "smiley" nos faróis». Tardaram mas chegaram em grande estilo, essa é que é essa.

18/11/10

A ideia

era uma visita de estado à séria, daquelas com honras militares, um saltinho aos Jerónimos para deixar flores no túmulo de Camões , reuniões e convívios bilaterais, troca de presentes, blá, blá, blá. Tudo como manda o figurino e tudo aquilo que um Estado depauperado não tem como pagar. A questão é que os norte-americanos não são cá de perder tempo com miudezas e trocaram uma visita de estado por uma de médico. Um curto encontro com o presidente, outro igualmente curto com o primeiro-ministro, um almoço no Palácio de Belém, uma reunião aqui e acolá na cimeira e ala que se faz tarde que a Michelle tem planos para o jantar.

16/11/10

Parece-me que

o poder de certas pessoas está na capacidade que têm em tirar-nos do sério.

15/11/10

Tenho tantas saudades

do tempo em que tínhamos um treinador de bancada dentro de cada um de nós em vez de um economista barra analista político.

10/11/10

Às vezes

é bom estar a 25 km de Lisboa e a 100 metros de um travesseiro.

09/11/10

Aí está

mais uma novela para nos distrair: a dívida pública. Será que vai chegar aos 7%? O Público online avança que está nos 6,966%, a RTP e a SIC garantem que superou a barreira psicológica dos 7%, a agência Bloomberg jura que registou uma taxa de 7,02%, a agência Reuters fica-se pelos 6,959%. Onde está a verdade?

08/11/10

Bonito de se ver

o desvelo com que Hu Jintao tratou o cavaleiro da GNR que caiu durante as honras militares. Bonito mesmo. Durante um minuto, quase poderia ter sido confundido com um presidente de um qualquer país democrático deste mundo que não tenha por hábito manter enclausuradas pessoas que defendem coisas absurdas e altamente subversivas como o fim do regime de partido único, a independência do poder judicial ou a liberdade de associação.

05/11/10

03/11/10

Olha olha

quem se estreia no fascinante mundo das "negociações".

02/11/10

É vira o disco

e toca o mesmo. Qual vitória simbólica, qual marco histórico. A vitória de Dilma é boa para ela, para os brasileiros que lhe confiaram o voto e para Ahmadinejad, com quem pretende manter e até reforçar os laços de pueril amizade. Desde quando género tem relação directa com competência?

29/10/10

A combinação

de directos a partir do Instituto de Protecção Civil com as últimas novidades do folhetim OE são um apelo ao consumo furioso de tudo o que não envolva noticiários televisivos nos próximos dias.

28/10/10

bilu bilu


27/10/10

E a ideia

de emigrar que não me larga, que maçada.

26/10/10

«A Alemanha,

pela voz da chanceler Merkel, está a abandonar o seu tradicional europeísmo - que, diga-se tanto a ajudou no tempo da unificação - e a manifestar uma certa vontade política de liderar a União Europeia, abandonando a ideia dos Pais Fundadores, que era fazer, como se sabe, da Europa, uma Comunidade de iguais, entre todos os Estados-membros, pequenos ou grandes, pobres ou ricos».
Mário Soares, no DN de hoje

25/10/10

Definitivamente, a melhor

forma de evitar uma multa é fazer um olhar apavorado e indefeso e nunca, mas nunca, olhar de igual para igual para um agente de autoridade. Voltei a testar esta teoria hoje de manhã e ganhei 30 dias extras para actualizar a morada da carta da condução.

22/10/10

"Teixeira dos Santos

telefonou a Eduardo Catroga a felicitá-lo por ir coordenar as negociações com o Governo com vista à viabilização do Orçamento de Estado" diz a edição online do 'Expresso' mas podia muito bem dizer a 'TV Mais' a propósito de uma novela qualquer da TVI. Conseguirá Pedro vencer José? Quanto irá aumentar o IVA? 22 ou 23%? Quem vai cortar a despesa pública? Qual o destino das parcerias público-privadas? O orçamento irá sobreviver? Como vai terminar o romance de Teixeira e Eduardo? Não perca numa banca, televisão, rádio ou trajecto de táxi perto de si.

21/10/10

Cede-se

gabinete de escritório com 3 lugares e 2 colegas já incluídas. Extras: tagarelice constante, histórias infindáveis, queixumes variados. Urgente.

18/10/10

É estranho

e incongruente que o anúncio da recandidatura do rei dos tabus, do último reduto da moral e dos bons costumes da nossa política, do sempre correcto, rigoroso, diligente e íntegro vigilante da nossa República, tenha sido feito por um mediático comentador televisivo na mais sensacionalista das nossas estações, ao arrepio das mais elementares regras de educação e formalidade que caracterizam estes actos.

13/10/10

Pertinente

o apelo do primeiro chileno à saída da mina: «Não nos tratem como artistas».

12/10/10

Isto

até à votação do OE, na televisão só apetece mesmo é fazer zappings desenfreados para ver o anúncio da EDP o maior número de vezes possível.

08/10/10

Encontro marcado



07/10/10

Aprova em nome do interesse nacional,

não aprova em nome do interesse nacional, viabiliza porque tem de ser, abstém-se para não ficar associado a tanta incompetência, deixa passar, vota contra, acha mau, acha péssimo. Oponho-me a esta oposição, que põe e dispõe, sem que ninguém se oponha à sua medíocre existência.

06/10/10

Definitivamente

a maioria das pessoas tende a escolher no momento das grandes decisões o caminho mais fácil, mais confortável, mais tranquilo, projectando a própria felicidade numa ficção que nunca deixará de o ser.

01/10/10

As palavras

«As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. Há-as de índole agreste, cuja simples presença fere e desagrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas».
'Milagrário Pessoal,' José Eduardo Agualusa

29/09/10

Mas que

febre colectiva é esta que está a levar toda a gente a assinar um nome próprio e dois apelidos como se não houvesse amanhã?

28/09/10

Estava aqui a ler

que muitos médicos do Alentejo continuam a enviar doentes oncológicos para Lisboa porque desconhecem a existência da unidade de radioterapia toda xpto do Hospital de Évora, obrigando os utentes a viagens diárias e desnecessárias para a capital. Diz o responsável pela unidade que «lamenta a falta de informação dos profissionais de saúde». E eu achar que vivíamos numa Sociedade de informação. Ando para aqui enganada, é o que é.

26/09/10

Momento pipoca


ou o melhor das últimas 48 horas, conseguido numa visita de médico ao shopping.


23/09/10

E eis que hoje junto mais uma

pessoa às duas do post anterior. Sendo que, neste caso, não via com maus olhos associar a ofensa a uma queda 'acidental' das escadas com direito a perna partida. Em plena consciência de que não estou a ser má.

21/09/10

À merda

é para onde me apetece mandar duas pessoas neste momento. Na impossibilidade de fazê-lo directamente na cara das ditas, fico-me por aqui mesmo. Não saberá tão bem mas é o que se arranja.

Quem diria

que a tolerante e moderada e simpática e informada e culta e eficiente Suécia iria permitir a entrada de 20 deputados de extrema-direita no Parlamento. Não sei se é caso para ficar assustada ou acreditar que"é bem feita, qu'é para verem que até os países mais perfeitos do mundo são capazes de fazer coisas muito estúpidas".

19/09/10

Give me tomorrow

17/09/10

Cores primárias

ou a simplicidade das coisas e dos outros. Em dois dias.

16/09/10

Parece que a subsidiária do Grupo Vodacom

em Moçambique recebeu instruções da entidade reguladora das telecomunicações para suspender temporariamente os serviços de SMS no país e, como exemplo de empresa privada que se alimenta das boas e promíscuas relações com o poder político, acatou respeitosamente os apetites do Governo, borrifando-se para o compromisso assumido com a clientela que lhe garante o volume de negócios e a existência. É bonito.

14/09/10

Precisava

de um episódio ou de uma passagem bíblica que me fizesse acreditar que os verdadeiros católicos não são pessoas para cometer injustiças de forma deliberada e gratuita.

13/09/10

Agora e só para chatear

apetece-me falar do Pedro Fraga e do Nuno Mendes, que afiambraram uma medalha de prata nos Campeonatos Europeus de Remo, e na Telma que fez o mesmo na final dos mundiais de judo. Há vida e há resultados para além do futebol que insiste em manter-se na ordem do dia em tudo quanto é jornal, noticiário televisivo e radiofónico, conversa de café, de cigarro e de circunstância.

10/09/10

Um dia,

não sei exactamente quando, talvez consiga perceber como é que uma morte pode constituir um símbolo de cultura. É só porque o argumento da tradição secular - assim um bocado ao jeito da tradição do apedrejamento de mulheres adúlteras no Iraque - comigo não cola.

08/09/10

Bem podem

ter toda a razão do mundo nos seus protestos mas marcar uma greve para os dias da Cimeira da NATO, que mete o presidente norte-americano e tudo, já me parece demais. E não há maneira de pôr estes polícias na ordem?

07/09/10

Ora,

onde há chuva não deveria haver incêndio, certo?

02/09/10

Portanto,

mil milhões de euros de dívidas que não foram pagas - por manifesta 'inércia dos serviços' - e eu preocupada com a conta da electricidade.

26/08/10

'Já não

há homens românticos', diz uma colega de trabalho, minutos depois de receber um ramo de flores, com rebuçados e bombons. Esta espécie masculina deve ter desaparecido mais ou menos na mesma altura que as mulheres satisfeitas.