14/02/13

(Muito) mais

do que cometer erros, o que me chateia verdadeiramente é repeti-los. Ao primeiro, desculpo-me, ao segundo, martirizo-me e assumo que sou um caso perdido. A vergonha da estupidez é muito superior à da ignorância. 

07/02/13

Sim,

sim, é um linchamento público, ò Álvaro. Que é para o senhor Franquelim aprender que mentir é feio, coisa que os seus muitos e muitos anos de trabalho - imagine-se que, aos 16, já labutava furiosamente numa empresa só fundada 19 anos depois - não lhe ensinaram. Bem sabemos que um curriculum para este governo é um acto de criação artística, mas há que chegar primeiro a ministro para poder argumentar que sempre norteou a vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente. Uma coisa de cada vez. 

06/02/13

04/02/13

«O que entendo


é que há infracções que alguém que desempenha um cargo público comete que podem ser impeditivas no desempenho da sua função. Esta, entendo que não». Quatro - quatro! - páginas no i de hoje, totalmente dedicadas a um assunto, que se esgota nesta frase da própria. Podemos voltar ao dossier Franquelim Alves, please?

30/01/13

Uma

boa notícia para os amantes do vintage: o cinema ambulante que animou as populações rurais portuguesas nos loucos anos 30, 40 e 50 pode muito bem estar de volta.

09/01/13

Portanto,

é um bocado cedo para comentar isto e tal e tal, mas para já numa primeira leitura - ou seja onde se lê cortes até 20% de funcionários públicos e nas pensões, aumento das taxas moderadoras e das propinas - já deu para perceber que está "muito bem feito", "muito bem trabalhado" e "muito completo".

07/01/13

Chegar

aos 26 anos a achar que já não se tem idade para fazer trabalho chato é meio caminho andado para nunca mais deixar de fazê-lo. E é muito bem-feito.

02/01/13

Há momentos

em que penso que o melhor para todos nós era recomeçar tudo do zero, num outro planeta ou galáxia. E, não, não me refiro à mensagem de ano novo do Cavaco ou às férias do Relvas e do Dias Loureiro no Copacabana Palace, mas sim a este grau de bestialidade que se manifesta em alguns seres infelizmente vivos, embora não inteligentes e seguramente miseráveis. 

26/12/12

17/12/12

Ele voltou

13/12/12

«Sei que

há casos de pedofilia, só na diocese de Lisboa conheço cinco», diz a senhora na página 10. A PGR anuncia que decidiu mandar "instaurar um inquérito". Vamos aguardar serenamente os resultados do inquérito, há averiguações e interrogatórios para fazer, cada coisa a seu tempo. Enquanto isso, na diocese de Lisboa, as "alegadas" vítimas prosseguem as suas rotinas habituais. O mundo não pode parar. 

11/12/12

Sim, pois,

naturalmente que a culpa é dele. Sempre são 13 meses de governação. Imenso tempo para resolver todas as trapalhadas criadas por quem esteve mais de oito anos quase ininterruptos no poder. A culpa é dele, da Merkel, dos mercados, dos italianos, do comboio, do Pai Natal e do circo. Quero dizer, do circo, não. O circo (re)começa agora e é património exclusivo do palhaço Sílvio. 

21/11/12

16/11/12

Não há actividade*


mais mesquinha e desprezível dentro de uma empresa do que a bufaria. Sem falsos moralismos, concedo – também já os fiz – comentários maldosos sobre chefias, colegas, clientes. Este tipo de maledicência, normalmente, esgota-se dentro de um círculo fechado, sem outros frutos que não uma gargalhada ou uma piada de circunstância. Um comentário sobre o mau hálito de um administrativo ou sobre os sapatos feios de um director não tem consequências para ninguém, nem sequer para o inocente alvo que há-de continuar despreocupadamente a falar a dois cm do nariz do próximo ou a exibir os seus magníficos mocassins plastificados de biqueira fina. E é perfeitamente democrático: haverá sempre um momento da nossa vida, em que seremos nós o alvo. Calha a todos e ainda bem.
Já a bufaria pertence a um campeonato diferente. Distancia-se da fofoca logo no objectivo. O bufo quer chegar a algum lado, ou seja, bufa para tramar alguém. O galhofeiro orgulha-se do que faz, que é simplesmente divertir-se e divertir os outros, o bufo tem vergonha de si próprio, precisa de se promover, tem um objectivo claro e definido. Usa um tom gelatinoso para actuar. Nunca é "pessoa para isso", está a bufar porque "a situação assim o exige". Porque "os interesses da empresa estão à frente das relações pessoais". O galhofeiro não pensa no futuro, vive o momento, é destemido e ataca ao pé da máquina do café, o bufo investe no longo prazo, é cobarde e age na surdina. Esgueira-se em passos de pantufa até à sala do patrão onde verte o seu fel, num fio de voz doce e cândido. 
Isto tudo porque hoje esbarrei num bufo em pleno exercício da sua actividade e, para evitar o vómito, parti em busca de cafeína. Abençoada máquina de café.   

*este post tem uma destinatária que, infelizmente, não é exemplar único na empresa onde ambas trabalhamos. Mas, sem dúvida, que é a que tem maior taxa de sucesso.

Eine kleine sehnsucht braucht jeder zum glücklichsein

14/11/12

Aqui estará um dos grandes motivos para aderir à greve de hoje e também um dos que mais contribui para a decisão de não fazê-la. E aqui uma oportunidade de ouro para estar calado.

13/11/12

Parece que o mundo

académico e empresarial descobriu o fascinante mundo das conferências. Os auditórios e salas com nomes pomposos deste país andam animados com o entra e sai de ilustres oradores, que aproveitam para se promover a si e às suas empresas e instituições em "debates" sobre inovação, empreendedorismo, a crise como uma oportunidade, a internacionalização e banalidades do género, que não produzem conclusões, nem ficam para a história. Os ministros e secretários de estado abrem as sessões de trabalho, coisa que não lhes leva mais do que cinco minutos das suas apertadas agendas, a comunicação social vai atrás - e quando não é a própria a promover o "evento" - lá está para sacar umas declarações avulso, descontextualizadas, preferencialmente polémicas e "à margem da conferência", que ficam sempre bem num rodapé de televisão. 

As conferências são portanto úteis para toda a gente. Para mim, não passam de uma manifestação saloia de uma certa cultura empresarial feita de aparências. 

09/11/12

Que interesse

é que têm os disparates da Jonet ao pé desta completa esquizofrenia ?

05/11/12

O Deutsche Bank

convocou a sua grupeta de administradores e directores para uma reunião de três dias num dos hotéis mais caros de Berlim, onde alugou todos os quartos cujos preços variam entre os 320 e 15 000 euros por noite. Na agenda de trabalhos, as próximas medidas de austeridade a adoptar depois do anunciado despedimento de 2 000 funcionários. Aos seus clientes, o Hotel Adlon sugere no site um saltinho ao SPA, onde todos poderão "Vergessen Sie für ein paar Momente die Welt und lassen Sie sich in traumhaft schönem Ambiente verzaubern", que significa qualquer coisa como "esquecer o mundo por alguns instantes e deixar-se encantar num ambiente fantasticamente bonito". Não tenho dúvidas de que seguirão o conselho à letra. 

02/11/12

Nice guys