
É assim a adolescência. Há que errar até acertar.
Já não consigo fechar os olhos aos que estão a sair da adolescência sem ter aprendido nada com ela. Por exemplo, o "Jornal de Notícias" divulga hoje um estudo efectuado na Universidade de Coimbra que dá arrepios. Eis alguns dos resultados:
- 32,3% dos inquiridos concorda com a prática de actos de violência física ou simbólica no âmbito da praxe académica.
- 28% discordam da ideia de que a praxe deve ser facultativa e respeitar quem não quiser aderir.
- 80% dizem-se favoráveis à discriminação sexual, recusando qualquer revisão do código da praxe que igualdade os direitos de homens e mulheres.
Estes jovens estudam na Universidade e serão os nossos gestores, políticos, médicos, advogados, juízes, jornalistas, professores, arquitectos, cientistas, empresários.
São os homens de amanhã. Mas quando é que vão crescer?
17 comentários:
Pois... preocupante, muito mesmo.
Obrigada pelas suas visitas. :))
apesar de concordar contigo, não posso deixar de fazer um comentário.
não concordo que os inquiridos estejam "a sair da adolescência", pelo contrário, apesar de serem estudantes, a meu ver devem ser considerados adultos (pelo menos, na Univ. de Coimbra é assim que são tratados). em segundo, tenho sérias dúvidas em relação à transparência desse estudo (tipo de perguntas, grupo de inquiridos) efectuado.
Estes jovens são uma cambda de palhaços para não dizer outra coisa.
Desafio qualquer um a desmentir os seguintes pontos:
1- Antes do 25 de Abril, e sempre, nunca houve praxe académica a não ser em Coimbra. Pelo menos com tradição e com código (está publicado pelos doutores e possuo um exemplar de 1946).
2- Nunca a violência foi preconizada nas praxes. As sanções mais graves resumiam-se a "sanção de unhas" e "corte de cabelo". Mais nada. Tudo o resto são invenções e desvios patológicos que, bem estudaos diriam muito sobre a espécie de jovens que os defende e incentiva.
3- As mulheres raramente entram na praxe académica nem sequer como vítimas. Eram defendidas no regulamento da praxe coimbrã (a única e verdadeira)
Posto isto só resta arrumar o assunto, não fazer caso dessa garotada e punir criminalmente os actos praticados de acordo com a lei civil uma vez que a praxe (a verdadeira) só se aplica à cidade de Coimbra.
Concordo! As praxes são um disparate… Quem não alinha fica na lista negra e sofre represálias (alguns desses casos são conhecidos e foram amplamente noticiados). O estudo que referes é bem elucidativo da malta que frequenta as faculdades e parece-me que a coisa não vai mudar tão cedo. A única esperança que nos resta é que nem todos são assim e que poderemos confiar no futuro…
Tens toda a razão. A mim apetece esbofetear esses tipos. Eu sei que seria descer ao nível deles, mas esta geração está a precisar de uns açoites....são no mínimo ridículos....
A praxe de Coimbra tem raizes profundas que a esmagadora maioria dos estudantes não conhece. O pior que acontece, é os estudantes de Coimbra emularem as distorções da sua própria tradição que pululam pelo país fora.
O código de 1947 a que tantos se referem, foi um erro. A tradição de Coimbra sempre foi fluida, acompanhando os tempos e funcionando como contra poder, dentro da universidade e até no país. Ao ser escrita ficou cristalizada e vulnerável.
A função de uma grande parte das regras impostas pela praxe coimbrã, era a autoregulação dos estudantes, garantindo que quem chegava de novo, o caloiro, adquiria a disciplina necessária para levar o curso a bom termo. Isso aconteceu pelo século 18, depois da extinção do corpo de Verdiais, uma espécie de "polícia académica".
Concordo com o que dizes e também com a Tulipa quando diz que devem ser considerados adultos. As humilhações praticadas, são inadmissíveis e totalmente injustificadas. As praxes deveriam ficar na memória de quem se inicia na vida académica, como a melhor das recordações e não como um trauma, mutas vezes difícil de ultrapassar.
apesar de tudo, não se pode tomar a parte pelo todo! os meninos que andam nas faculdades são, na maior parte dos caso, mimados e privilegiados. Falta-lhes, a alguns, repito, conhecer o mundo e a vida. Os pais deram-lhes tudo sem pedir nada em troca e, se calhar é por isso.
Para contrariar.
Adorei a minha praxe, enquanto caloiro...
Sou a favor da praxe, mas nunca da praxe que englobe violência física e psicológica...
A descriminação sexual é coisa do século passado.
"DURA PRAXIS, SED PRAXIS"
Obg Marta pelo comentário que me deixaste no meu blog :)
eu confesso que cada vez sou menos tolerante com os adolescentes, a paciência começa a não ter limites!!!
Wuanto à linguagem dos K's a maior parte das vezes para mim é até incompreensível!
beijinhos e volta smepre aos meus bsicoitos e carícias
Sofia
O problema é que já cresceram.
Já repararam que, em países onde as universidades são levadas a sério, não há praxes? As praxes sao práticas próprias de países subdesenvolvidos, onde a ascensão social é claramente delimitada. a entrada na Universidade é, assim , marcada e marcante. Tem que se incutir nos recém-chegados a noção de que passam a fazer parte de um corpo de elite, com regras e normasdistintas. Daí a praxe.
Adorei o meu tempo de caloira e não faltava a uma "sessão"! Guardo recordações fantásticas e extremamente divertidas desses tempos :) mas, daí a concordar com praxes violentas ou ofensivas vai uma grande distância!
Como em todo o lado, também na praxe há de tudo e isso é que está mal!
Há coisas super divertidas e educativas até que se podem fazer em praxe, sem cair na ordinarice, na violência, na discriminação...
E assim, sim, sou a favor da praxe!
Teu corpo é tudo o que brilha
Teu corpo é tudo o que cheira
Rosa, flor de laranjeira
Teu corpo, claro e perfeito
Teu corpo de maravilha
Quero possui-lo no leito estreito da redondilha
Teu corpo, branco e macio
E' como um véu de noivado.
Teu corpo é pomo doirado,
Rosal queimado de estio
Desfalecido em perfume
Teu corpo é a brasa do lume
Teu corpo é chama
E flameja como à tarde os horizontes
É puro como nas fontes a água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama, volúpia da água e da chama
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira.
A todo momento o vejo
Teu corpo, a única ilha no oceano do meu desejo
A praxe pelo que aqui ficou dito funcionou como cerimonial de integração. Não faz sentido ser integrado com algo que humilha e degrada.
Tudo se perverte com esta nova onda de praxes que mais não são do que a tentativa de reviver uma memória que já não existe.Fica tudo reduzido ao denominador comum, brutalidade e machismo militante.
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