12/03/13





Friedrich Seidenstücker

11/03/13

Ok,

tudo bem, a escolha é de grande responsabilidade, mas não podia ser tudo um bocadinho mais fácil e um bocadinho menos medieval? Estamos no século XXI, senhores, já ninguém acredita nos poderes galácticos do Papa, na virgindade da Igreja Católica ou na infalibilidade da doutrina cristã. 

07/03/13

Para desenjoar

da onda encarnada que invadiu os jornais de hoje - obrigada, Diário Económico, por te manteres fiel ao laranja cueca de todos os dias - um saltinho até aqui para ficar a saber que el jefe de Estado reposa con gloria e seguro de que nosotros seguiremos su ejemplo.

06/03/13

Ele

notícias que dizem tanto, mas tanto, sobre um povo e um país, que nem um milhão de estudos consegue convencer-me de que não somos eternos finalistas em matéria de desleixo e falta de civismo.

04/03/13

Como já não tenho


pachorra para o cliché do grande plano do punho com o cravo vermelho, da criança com o cartaz “que se foda a troika” ou da centésima recriação do beijo do marujo e da enfermeira imortalizado por Alfred Eisenstaedt em 1945, a melhor imagem de sábado é este grito mudo de raiva e de desespero. 

A boa

notícia aqui é que ele tolera e compreende esta gente. Não lhe peçam é para aceitar manifestações na rua, que os filhos e os netos podem andar por perto.

01/03/13

Ter

um primeiro ministro que não se bate pela indignação, pelo inconformismo, pelo protesto e pela revolta é razão mais do que suficiente para não faltar à chamada amanhã.

14/02/13

(Muito) mais

do que cometer erros, o que me chateia verdadeiramente é repeti-los. Ao primeiro, desculpo-me, ao segundo, martirizo-me e assumo que sou um caso perdido. A vergonha da estupidez é muito superior à da ignorância. 

07/02/13

Sim,

sim, é um linchamento público, ò Álvaro. Que é para o senhor Franquelim aprender que mentir é feio, coisa que os seus muitos e muitos anos de trabalho - imagine-se que, aos 16, já labutava furiosamente numa empresa só fundada 19 anos depois - não lhe ensinaram. Bem sabemos que um curriculum para este governo é um acto de criação artística, mas há que chegar primeiro a ministro para poder argumentar que sempre norteou a vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente. Uma coisa de cada vez. 

06/02/13

04/02/13

«O que entendo


é que há infracções que alguém que desempenha um cargo público comete que podem ser impeditivas no desempenho da sua função. Esta, entendo que não». Quatro - quatro! - páginas no i de hoje, totalmente dedicadas a um assunto, que se esgota nesta frase da própria. Podemos voltar ao dossier Franquelim Alves, please?

30/01/13

Uma

boa notícia para os amantes do vintage: o cinema ambulante que animou as populações rurais portuguesas nos loucos anos 30, 40 e 50 pode muito bem estar de volta.

09/01/13

Portanto,

é um bocado cedo para comentar isto e tal e tal, mas para já numa primeira leitura - ou seja onde se lê cortes até 20% de funcionários públicos e nas pensões, aumento das taxas moderadoras e das propinas - já deu para perceber que está "muito bem feito", "muito bem trabalhado" e "muito completo".

07/01/13

Chegar

aos 26 anos a achar que já não se tem idade para fazer trabalho chato é meio caminho andado para nunca mais deixar de fazê-lo. E é muito bem-feito.

02/01/13

Há momentos

em que penso que o melhor para todos nós era recomeçar tudo do zero, num outro planeta ou galáxia. E, não, não me refiro à mensagem de ano novo do Cavaco ou às férias do Relvas e do Dias Loureiro no Copacabana Palace, mas sim a este grau de bestialidade que se manifesta em alguns seres infelizmente vivos, embora não inteligentes e seguramente miseráveis. 

26/12/12

17/12/12

Ele voltou

13/12/12

«Sei que

há casos de pedofilia, só na diocese de Lisboa conheço cinco», diz a senhora na página 10. A PGR anuncia que decidiu mandar "instaurar um inquérito". Vamos aguardar serenamente os resultados do inquérito, há averiguações e interrogatórios para fazer, cada coisa a seu tempo. Enquanto isso, na diocese de Lisboa, as "alegadas" vítimas prosseguem as suas rotinas habituais. O mundo não pode parar. 

11/12/12

Sim, pois,

naturalmente que a culpa é dele. Sempre são 13 meses de governação. Imenso tempo para resolver todas as trapalhadas criadas por quem esteve mais de oito anos quase ininterruptos no poder. A culpa é dele, da Merkel, dos mercados, dos italianos, do comboio, do Pai Natal e do circo. Quero dizer, do circo, não. O circo (re)começa agora e é património exclusivo do palhaço Sílvio. 

21/11/12

16/11/12

Não há actividade*


mais mesquinha e desprezível dentro de uma empresa do que a bufaria. Sem falsos moralismos, concedo – também já os fiz – comentários maldosos sobre chefias, colegas, clientes. Este tipo de maledicência, normalmente, esgota-se dentro de um círculo fechado, sem outros frutos que não uma gargalhada ou uma piada de circunstância. Um comentário sobre o mau hálito de um administrativo ou sobre os sapatos feios de um director não tem consequências para ninguém, nem sequer para o inocente alvo que há-de continuar despreocupadamente a falar a dois cm do nariz do próximo ou a exibir os seus magníficos mocassins plastificados de biqueira fina. E é perfeitamente democrático: haverá sempre um momento da nossa vida, em que seremos nós o alvo. Calha a todos e ainda bem.
Já a bufaria pertence a um campeonato diferente. Distancia-se da fofoca logo no objectivo. O bufo quer chegar a algum lado, ou seja, bufa para tramar alguém. O galhofeiro orgulha-se do que faz, que é simplesmente divertir-se e divertir os outros, o bufo tem vergonha de si próprio, precisa de se promover, tem um objectivo claro e definido. Usa um tom gelatinoso para actuar. Nunca é "pessoa para isso", está a bufar porque "a situação assim o exige". Porque "os interesses da empresa estão à frente das relações pessoais". O galhofeiro não pensa no futuro, vive o momento, é destemido e ataca ao pé da máquina do café, o bufo investe no longo prazo, é cobarde e age na surdina. Esgueira-se em passos de pantufa até à sala do patrão onde verte o seu fel, num fio de voz doce e cândido. 
Isto tudo porque hoje esbarrei num bufo em pleno exercício da sua actividade e, para evitar o vómito, parti em busca de cafeína. Abençoada máquina de café.   

*este post tem uma destinatária que, infelizmente, não é exemplar único na empresa onde ambas trabalhamos. Mas, sem dúvida, que é a que tem maior taxa de sucesso.

Eine kleine sehnsucht braucht jeder zum glücklichsein

14/11/12

Aqui estará um dos grandes motivos para aderir à greve de hoje e também um dos que mais contribui para a decisão de não fazê-la. E aqui uma oportunidade de ouro para estar calado.

13/11/12

Parece que o mundo

académico e empresarial descobriu o fascinante mundo das conferências. Os auditórios e salas com nomes pomposos deste país andam animados com o entra e sai de ilustres oradores, que aproveitam para se promover a si e às suas empresas e instituições em "debates" sobre inovação, empreendedorismo, a crise como uma oportunidade, a internacionalização e banalidades do género, que não produzem conclusões, nem ficam para a história. Os ministros e secretários de estado abrem as sessões de trabalho, coisa que não lhes leva mais do que cinco minutos das suas apertadas agendas, a comunicação social vai atrás - e quando não é a própria a promover o "evento" - lá está para sacar umas declarações avulso, descontextualizadas, preferencialmente polémicas e "à margem da conferência", que ficam sempre bem num rodapé de televisão. 

As conferências são portanto úteis para toda a gente. Para mim, não passam de uma manifestação saloia de uma certa cultura empresarial feita de aparências. 

09/11/12

Que interesse

é que têm os disparates da Jonet ao pé desta completa esquizofrenia ?

05/11/12

O Deutsche Bank

convocou a sua grupeta de administradores e directores para uma reunião de três dias num dos hotéis mais caros de Berlim, onde alugou todos os quartos cujos preços variam entre os 320 e 15 000 euros por noite. Na agenda de trabalhos, as próximas medidas de austeridade a adoptar depois do anunciado despedimento de 2 000 funcionários. Aos seus clientes, o Hotel Adlon sugere no site um saltinho ao SPA, onde todos poderão "Vergessen Sie für ein paar Momente die Welt und lassen Sie sich in traumhaft schönem Ambiente verzaubern", que significa qualquer coisa como "esquecer o mundo por alguns instantes e deixar-se encantar num ambiente fantasticamente bonito". Não tenho dúvidas de que seguirão o conselho à letra. 

02/11/12

Nice guys

31/10/12

«Tem sido penalizada

por escolher a possibilidade de abordar o lado ligeiro e superficial das coisas», diz a presidente do júri que entregou o prémio PEN à escritora Rita Ferro, que entretanto, segundo a revista Sábado, vai começar a dar cursos sobre 'a arte da escrita' no valor de 60 euros, num pacote que inclui um 'almoço-volante' na sua própria casa. Feijoada ou cozido à portuguesa estão naturalmente excluídos da ementa, que se quer light e pobre em calorias. 

29/10/12

14 milhões

de jovens na Europa entre os 15 e os 29 anos, não estudam, nem trabalham, entre eles 260 mil em Portugal, conforme se lê aqui. 14 milhões de excluídos. Quem são, o que fazem, o que procuram? Ou antes, o que acontecerá quando desistirem? 

27/10/12

Hoje

vim aqui só para me oferecer a mim mesma a oportunidade de escrever o que efectivamente me apetece, mas entretanto desisti porque nem aqui isso é possível. Não há folha branca - no caso, ecrã branco - por mais anónima que pareça ser que me convença que não anda meio mundo, eu incluída, a mostrar aquilo que não é nem lá muito no fundo quer ser mas sim o que o outro meio lhe exige a toda a hora. Portanto, o meu palpite é que a única coisa realmente sentida que conseguirei escrever hoje é uma carta ao Pai Natal. 

18/10/12

Epá,

"deslarguem-me", que eu vou-me a eles.

11/10/12

E ainda sobre a mesma temática,

50% dos trabalhadores a prazo no Estado vão ser corridos em breve num despedimento colectivo sem história em Portugal, mas os 48 despedidos do Público têm aquele élan, muito mais inspirador e propício a belas prosas de auto-elogio nas redes sociais. 

Isto hoje em dia,

não há cá despedimentos, falências ou incompetências ou má gestão. Vivemos no mundo da "reestruturação", "sustentabilidade", "estratégia", "adequação à estrutura da empresa", "ajustamento", "assegurar a viabilidade". Ah, e trabalhadores, parece que também já não existem. Somos todos colaboradores. Faz sentido: colaboramos com as empresas, cada vez menos fazemos parte delas. 

10/10/12

Detesto

com todas as forças que consigo retirar de cada músculo que possuo nos meus não-sei-quantos-nem-interessa-para-o-caso-quilos o "CC e o "BCC" dos emails. No primeiro caso, não entendo a diferenciação de destinatários quando pretendo que todos tenham acesso à informação que estou a enviar, já no segundo caso, só imagino um abelhudo a ouvir uma conversa que não lhe diz respeito, um otário a fazer confidências a uma plateia camuflada e um perverso a gozar à grande e à francesa. 

08/10/12

Ainda assim,

este até parecia daqueles ministros de quem se podia esperar alguma coisa de inteligente, mas infelizmente, parece tão desorientado como todos os outros. O único consenso que consegue gerar é um descontentamento absoluto por parte de estudantes, professores e encarregados de educação, o que bem somado deve dar para aí 80% da população portuguesa. Fora os descontentes por simpatia, eu incluída. 

03/10/12

Por favor, que

acabem (bem ou mal, quero lá saber) as histórias da miúda da manifestação mais a do rapaz que correu a cidade à procura de uma outra miúda que afinal tinha sido contratada por uma marca de perfumes. Há todo um mundo de boa ficção para descobrir, para quê perder tempo com estes enredos de quinta categoria?

01/10/12

Chamar a

isto "equilíbrio entre os valores que defende e a cultura e as legislações locais" é, no mínimo, ridículo e, no máximo, repugnante. E muito mais grave do que tentar montar um móvel que se esfarela à primeira martelada. 

27/09/12

Pensar em

férias quatro dias depois delas terminarem e rejubilar com a proximidade de um feriado só podem ser sintomas de uma relação 'mal resolvida'. 

25/09/12

«Dois indivíduos


«abordaram a mulher, de 78 anos, e o marido, de 80, quando trabalhavam no campo. Contaram-lhes que os pensionistas iam ser aumentados em 20 euros cada um, mas que precisavam de um comprovativo de morada. Deram boleia à mulher até casa, um deles entrou com ela para procurar o comprovativo e deitou mão a um guarda-jóias, um envelope com dinheiro e um fio de ouro que ela tinha ao pescoço»
ou 
«Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons». 
(Fontes: Correio da Manhã e Carlos Drummond de Andrade)

24/09/12

Este

senhor, que também deve nortear a vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente, provavelmente chumbou na cadeira de fábulas do primeiro ciclo. 

07/09/12

03/09/12

Um dia destes,

já nem o céu é o limite.

31/08/12

30/08/12

Quantas

vezes temos que pensar em mudar de profissão até concluir que esse momento chegou?

Ah,

sim? Quase que podia jurar que a missão da polícia em qualquer estado que goste de se chamar a si próprio de democrático é estar ao serviço dos cidadãos. E, de caminho, defendê-los até às «últimas consequências». Levianos incluídos. 

29/08/12

O homem

foi CEO de várias empresas, director de uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, é contra o aborto e o casamento entre homossexuais e, maravilha das maravilhas, está pronto para construir um muro na fronteira sudoeste dos EUA. 'He´s a good and decent man',  she said. O que querem mais? Maçadores, estes norte-americanos. 

28/08/12

Pride and prejudice

daqui e depois daqui

É bom

saber que a vera pereira acabou de receber um impulso importante para a sua jovem carreira e já não precisa de recorrer aos 35  lugares disponibilizados pelo Governo. Devagar se vai ao longe.

27/08/12

O mundo

seria infinitamente mais doce e simples se, além da Cecília, também existissem mais Gordillos.

24/08/12

Oferecem-se

alvíssaras a quem encontrar um opinion leader com trejeitos de intelectualóide que não inicie a sua dissertação sobre o dossier RTP a dizer que não tem televisão e que nem sequer sabe quem é a Catarina Furtado. Obviamente, que a falta do referido electrodoméstico não impede nem invalida nenhuma posição sobre o assunto - que pode e deve ser discutido nas suas múltiplas dimensões - mas que tem graça ouvir estes senhores falarem sobre o que acham que é melhor para as massas alienadas e rendidas ao Goucha e ao Marcelo lá isso tem. 

O mundo

seria tão mais doce e simples se existissem mais Cecílias.

22/08/12

É que não

há mini-saia, salto agulha, decote, camisa de noite de seda, vestido de noite ou lingerie de renda que bata a elegância e a classe de uma camisa branca, desde já, a minha melhor compra em 2012. 

O Pingo Doce

é um bocado como as auto-estradas em Portugal: foram razoavelmente bem construídas, cobrem uma boa parte do país, são cómodas e servem os interesses de quem as utiliza. Os descontentes têm sempre alternativas: estradas nacionais, itinerários complementares, autocarro, comboio, mota, bicicleta, skate. Imagino que o conforto não será o mesmo, mas a vida é mesmo assim, feita de opções. A Deco não resolve   tudo e parece que os iogurtes do Lidl são bem bons. 

21/08/12

A minha

memória anda uma treta mas tenho ideia de que foi em 2004 que o então primeiro-ministro José Sócrates deu uma entrevista ao Expresso onde, além de se caracterizar como um "animal feroz" ou coisa que o valha, fartou-se de fazer citações, à média de uma por resposta. A verborreia valeu-lhe um ataque cerrado, sobretudo dos mais distintos intelectuais cá do nosso Portugal, que não apreciam ameaças ao seu monopólio de competências literárias. Pois bem, ando a lembrar-me muito desta entrevista ultimamente e não é por causa das tais citações - até porque não retive nenhuma com excepção da tirada autobiográfica já mencionada - mas sim porque me apercebi ultimamente que não há jornalista, cronista, escritor, político ou criatura que dê uma entrevista ou escreva uma opinião por esses muros e murais fora que resista a encher de citações quaisquer meia-dúzia de caracteres que lhes ponham à disposição. Para essa gente amável e amiga, sempre com um Dostoievski na ponta da língua pronto para exibir ao mundo, deixo aqui um pequeno contributo. "O melhor estilo é o que narra as coisas com simpleza, sem atavios carregados e inúteis". (Machado de Assis, pois).  

16/08/12

Um homem

com óculos e um chapéu à Harry Potter, um trompete, dinheiro e uma grande preocupação, eis o que dizem as borras do meu café. Estou tentada a desistir da Maya ou até a fazê-la desaparecer, agora que se perspectiva a chegada de um feiticeiro à minha vida. 

Não sei se andei


distraída nas últimas silly seasons, mas tenho a percepção de que esta foi violentamente atacada por uma epidemia de celebrações de defuntos famosos. É como se vivêssemos num infinito 1 de Novembro de acesso reservado: não há dia que não se assinale nascimento ou morte de actor, escritor, músico, pintor, dramaturgo, poeta, jornalista. Tantas e tão diversificadas honras fúnebres a assaltar-nos sistematicamente o quotidiano estival só podem querer dizer que já não há muitos vivos com interesse para enaltecer. E os que existem, é bom que morram entretanto se ainda querem ficar para a história desta estação.  

14/08/12

Comissões organizadoras

dos festivais de verão deste Portugal ponham os olhos no nosso Pedro, que descobriu o segredo para ter casa cheia nos seus eventos, garantindo boas imagens televisivas, reduzindo custos e mantendo o espírito da pobreza com dignidade. Aposto que o nosso prestável Aníbal deu uma ajuda à festa, convocando os seus amigos no FB para encher o salão de 1500 lugares.  

13/08/12

A world without limits

Perdi

(ou não, conforme a perspectiva) a cerimónia de abertura dos JO (cá estou, a aproveitar a última oportunidade para demonstrar proximidade com esta grande festa de amizade e de união entre os povos) e portanto, ontem, para me penitenciar decidi deitar um olho ao evento de encerramento. Em boa hora o fiz (dispensar apenas um olho ao momento, esclareça-se). Tirando a performance das renascidas Spice Girls, perdão, a gritaria das renascidas Spice Girls, que me fez rir às gargalhadas, foi como se estivesse a ver um medley dos momentos mais pirosos (se é que há outros) do Eurofestival, o que confirma uma velha tese minha de que os ingleses são bipolares e, portanto, capazes do melhor e do pior, sendo que, ontem, definitivamente, não tomaram a medicação.
(uma síntese deste festival de horrores aqui)

10/08/12

09/08/12

5 milhões

de dólares e 4 argumentistas à luta para prolongar o efeito nefasto desta aberração literária, que já atingiu mais de 40 milhões de criaturas em todo o mundo? Milhão por milhão, antes o parque de diversões do Roquette no Alqueva. 

08/08/12

Os EUA

e a China não disputam o primeiro lugar só nesta tabela. Infelizmente, ambos se posicionam em lugares cimeiros também neste domínio, o que diz muito sobre o mundo em que vivemos. 

06/08/12

está uma explicação possível para a minha galopante incapacidade de diferenciar músicas. É divulgarem amanhã um estudo que anuncie o mesmo principio para 'os novos valores da literatura' e então, sim, serei uma mulher que viverá em paz com as suas (aparentes) limitações, sem culpas nem fantasmas. 

03/08/12

Ontem, ao fim da tarde,

ocorreu-me que "basta uma noite de Agosto para esquecer. Maravilhosa é a hora, com a luz a morrer, em que se sente que finalmente se desceu a uma temperatura com a qual se pode viver", hoje encontro na poesia do MEC esta tradução perfeita do meu pensamento e continuo a acreditar em coincidências felizes. 

30/07/12

O melhor

das Olimpíadas não é a conversa do Barão de Coubertin sobre a paz e a amizade entre os povos e o espírito olímpico e etcetera e tal. Toda a gente está em Londres para fazer boas marcas e boas exibições e, consequentemente, ganhar medalhas. Para mim, o melhor dos Jogos Olímpicos são as imagens. Um regalo para a vista, aqui e aqui

27/07/12

Famous author's favorite foods



















(NYTimes)

Dúvidas que me inquietam

As pessoas que não têm férias em Julho, Agosto ou Setembro não podem ler livros de férias? As pessoas que têm férias têm que ler livros? Os livros de férias não podem ser lidos fora desse período? Há livros escritos propositadamente para serem lidos nas férias? O que diferencia um livro de férias dos outros todos? Os livros podem ir de férias sem as pessoas? O que são livros de férias? 

26/07/12

Chegou-me agora por email -


directamente de um departamento de comunicação de uma empresa -"tire-me uma dúvida: é um procedimento normal, o jornal escolher a fotografia que quer?". Estou na dúvida se devo responder a esta competentíssima funcionária (ou colaboradora, como ela prefere sempre dizer) em formato de história infantil ou com uma bonita ilustração em aguarela. 

Ao ler

isto e depois isto só me ocorre uma solução para a sobrevivência das grandes empresas do sector automóvel: a extinção da Europa do Sul, assim tipo o degelo na Gronelândia. 

25/07/12

Depois

do bullshit que ouvi hoje, não vejo a hora de me sentar em frente ao Jornal Nacional. 

24/07/12

Depois

da porcaria na ventoinha, que se lixem as eleições. Finalmente, temos homem. Um orgulho para todos nós.

23/07/12

Esta semana

vou cumprir um velho sonho meu que é também a maior ambição de qualquer cabeleireiro.

20/07/12

19/07/12

E

para pastilhas elásticas também não dá lá muito jeito. E refrigerantes, já agora. E eventualmente sopas, saladas, sandes (simples ou mistas), sobremesas. Ah, e bebidas alcoólicas, garrafas de água, pão, manteiga, azeitonas, salgados de uma forma geral.

18/07/12

O que

me enche de expectativa nesta notícia em relação à próxima geração de norte-americanos está na «política actual que permite às famílias falarem sobre a sexualidade em privado». Diria que este é um pequeno passo para os Boy Scouts mas grande, gigantesco, para a humanidade em geral e para estas desempoeiradas famílias em particular. 

16/07/12

E que

tal levantar o rabo da cadeira e ir até ao tal XII bairro bater à porta do facínora em vez de "estudar informações transmitidas, nomeadamente, pela imprensa"? 

13/07/12

A mesma inquietação


Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer, qualquer coisa que eu devia resolver.Porquê, não sei. Mas sei que essa coisa é que é linda. 

12/07/12

Apesar do assunto

ou não-assunto conforme a perspectiva já provocar náuseas, estou curiosa para saber o resultado disto. Por princípio e convicção, não aplaudo movimentos que se destinam a combater 'padrões de comportamento', mas também não obedeço a nenhuma regra que não mereça uma excepção.  

11/07/12

O que

realmente me apetecia agora era entupir o Astro do maior número possível de impropérios e ordinarices que a minha imaginação conseguisse alcançar mas como acho que ninguém tem que levar com a minha diarreia verbal vou sair de fininho e fazer força para acreditar que a Maya me reserva uma carta óptima para os próximos 25 anos. 

09/07/12

Três estados de espírito

no regresso de férias: consumida de curiosidade para saber se o próximo sabor do Tasty Cup que o Público  vai  distribuir será de cozido à portuguesa ou de bacalhau com grão, levemente enojada com as notícias em torno de um certo e determinado não-assunto e muito saudosa das fiéis havaianas que me acompanharam na última semana. 

02/07/12

28/06/12

Portanto,

os heróis que conseguem concluir o secundário,  abandonam   a universidade precocemente mas os 
resistentes não servem para nada. Moral da história? Ainda terei que descobrir. 

26/06/12

Ao contrário

da miss mundo, acho que o mundo precisa de alguma maldade. Em doses moderadas, é saudável e estimula a imaginação e o sentido crítico. Mas podia muito bem ter sido distribuída de forma equitativa ou, em alternativa, ter efeitos a longo prazo como o colesterol, proporcionando lentos e agonizantes ataques cardíacos a todos os que concentram valores elevados de fel no sangue. 

25/06/12

Um dia,

irei compreender, tenho essa fé, cada um tem a sua, porque razão 30 graus em Junho justificam tantos directos da Praia da Carcavelos. Assim, no imediato, não me ocorre explicação para este fenómeno transversal a todas as estações de televisão, que envolve jornalistas de cócoras e de microfone em punho a interpelar pessoas deitadas no areal e a questionar crianças sobre a temperatura da água como se fosse uma informação de manifesto interesse nacional. 

20/06/12

A última

tendência da estação? Não gostar da Joana Vasconcelos.

19/06/12

Meu bebé pequenino:

Ainda talvez podia ir esperar-te lá acima, mas não me disseste onde, nem me dás a certeza das horas. Não quis telefonar-te por duas razões — a primeira porque é desagradável telefonar assim, mesmo dando um «recado» fingido, para uma casa onde é o teu primeiro dia; depois porque não tenho telefone, de onde fale sem me ouvirem, e não quero falar-te de modo que outros ouçam. Os três telefones, onde às vezes falo, são, um no Café Arcada, e aí falar é falar em público; outro, na Papelaria Vieira, que está nas mesmas condições; o terceiro num escritório onde vou e esse telefone é no meio do quarto principal, onde estão os empregados.
Aguardo, pois, combinação melhor e ocasião propícia para te falar e ir esperar para os lados da Av. Almirante Reis.
A empresa continua em organização. Eu estou mal de saúde e de nervos, mas isso não tem importância. Mal tenho tempo para escrever.
Amanhã passo na tua rua, vindo da Baixa, e portanto do lado do Conde Barão, entre o meio-dia e meia hora e a uma hora.
Adeus, minha Íbis. Além de tudo estou muito cansado.
Muitos beijos do teu, muito teu
Fernando 

(daqui)

18/06/12

Digamos

que a utilização deste superlativo absoluto sintético é manifestamente exagerada. Os gregos deram  o seu aval à continuidade da troika ou perdi alguma coisa no meio dos directos do Marquês de Pombal de ontem? 

14/06/12

Em bom rigor,

este europeu, sabe-se lá porquê, insiste em não produzir em mim uma nesga que seja de interesse. Não encontro nenhuma lógica nesta indiferença embora também não a tenha procurado. Mas eis que, no meio desta estranha apatia futebolística que se apoderou de mim, há um neurónio meu que desperta para o tema. O motivo tem a ver com o Cristiano Ronaldo. Não com a sua compleição física, que nem essa me entusiasma, mas sim com este chorrilho de críticas e acusações que se abateu sobre o rapaz. A bem dizer, o meu neurónio não despertou com a surpresa, porque não há nenhuma aqui: jogadores, políticos, estrelas de cinema e telenovela e afins estão sempre na calha para serem criticados por inerência da profissão. O que irritou o meu neurónio foi constatar mais uma vez que há muitos portugueses - que falam na TV e nos jornais, nos cafés e nos sofás, no comboio e no supermercado - que continuam a acreditar que uma partida de futebol depende de um jogador barra herói. O rapaz é milionário, tem uma namorada gira, joga num dos melhores clubes do mundo, está no seu pico de forma, logo tem que salvar a nossa honra. Tem que marcar e desmarcar-se, correr, fazer acrobacias com a bola, fugir aos amarelos e às provocações com elegância e sobretudo não pode falhar. Ora pois, não pode falhar. That´s the point. Não pode porquê? Onde é que está escrito que ele não é igualzinho a nós com as suas fraquezas e os seus momentos de menor inspiração, que é imbatível e que vence jogos sozinho? Infelizmente, tem aparecido escrito em tudo quanto é jornal nos últimos dias, portanto, o meu neurónio cansou-se e acaba de partir em busca de novos interesses. 

12/06/12

«Os ciúmes

tingiram de sangue a freguesia de Pêro Moniz, no Cadaval. Um homem de 29 anos, despeitado por ter sido trocado por outro, assassinou na noite de domingo a antiga companheira, a qual se encontrava grávida de sete meses». Acompanha com a bucólica imagem de um moinho de Torres Vedras e podia ser o início de um romance mas é o lead de uma notícia do Público online, infelizmente, não assinada. E digo infelizmente porque desconfio de que o seu autor faz parte desta minoria. 

11/06/12

Na verdade,

isto merecia uma queixa na Sociedade Protectora dos Animais. Porque carga d´água é que não respeitam a decisão do casal? 

08/06/12

06/06/12

Não tarda

está a dizer que há muito que alertava para a situação de Espanha e que foi dos primeiros a levantar a possibilidade de um pedido de ajuda internacional. É menino para isso e muito mais.

04/06/12

Não queria

ser desmancha-prazeres, mas parece-me que 'sucesso' é uma palavra esquisita para se usar nestas circunstâncias. 

01/06/12

State of mind