há quem não siga as últimas tendências e acabe entalado. No meio disto tudo, os meus pensamentos estão, não com o jornalista ameaçado, mas sim com a mulher que usa os neurónios lá em casa. Eu sabia que um dia iria ter pena dela. É hoje o dia.
13/11/14
12/11/14
Incomensurável,
o impacto que uma tesoura desgovernada ou mais afoita pode ter na auto-estima de uma mulher. Os salões de cabeleireiro deviam oferecer serviços de apoio psicológico.
10/11/14
06/11/14
28/10/14
"Dignificar o debate público (...)
com verdade, honestidade intelectual (...) combater o tráfico de interesses, elevar o debate", dizem e repetem eles. Um programa. Um canal. Dois convidados. Um Marinho e Pinto. Tantos livros para ler e filmes para ver.
15/10/14
E aqui, já que
o critério foi obviamente o da beleza, o resultado podia ser francamente menos óbvio.
13/10/14
Mínimos olímpicos
e rigorosos para nomeações públicas e políticas, sim. Isto não, é uma aberração. A menos que se aplique também a doentes cardíacos, diabéticos, alérgicos ao marisco, psoriáticos e anémicos. Ah, e a pessoas com pé-de-atleta. Parece que se pega com grande facilidade.
09/10/14
08/10/14
"A ministra das finanças
(...) defendeu que viver com esses "ses" é melhor do que outra solução que, à partida, "imediatamente poria os custos sobre os contribuintes". Pois com certeza: vamos lá continuar a fingir que isso não vai acontecer, chutar a bola para a frente, ganhar tempo, ir preparando o terreno para a coisa acabar num condoído 'fizemos tudo o que estava ao nosso alcance'. Com ou sem "ses", o final da história é sempre o mesmo.
02/10/14
Eu, pessoalmente,
sou fã deste tipo de folhetins. Dão um colorido muito interessante à vida política nacional.
29/09/14
22/09/14
05/09/14
04/09/14
Valérie, a jornalista
"Vou-me abaixo, não percebo isto, meto-me na casa de banho. Agarro no pequeno saco de plástico que tem os soporíferos (...) François seguiu-me. Tenta agarrar o saco. (...) Agarra-o e o saco cai. Os comprimidos espalham-se pelo chão. Tento recuperá-los. Agarro no que posso. Quero dormir. Não quero passar pelo que está para vir. (...) Quero fugir. Perco a consciência" (aqui)
Para aguentar 320 páginas disto, um pequeno saco de soporíferos não será suficiente.
02/09/14
27/08/14
26/08/14
25/08/14
20/08/14
27/02/14
11/02/14
Quando o despudor
se instala e "não há nada de mais natural" (dito assim mesmo) do que adormecer monárquico e anti-imigração e acordar republicano e pró-imigração, desconfio que o futuro deixou de existir para nós.
10/02/14
Quando falham
todos os argumentos óbvios, é fazer entrar outros em campo. Pode ser que resulte. A esta altura do campeonato, todas as jogadas são permitidas para evitar o pântano.
05/02/14
Por favor,
acabem com os amplos debates na sociedade, os objectores de consciência, os direitos de fetos: isto não pode acontecer e muito menos no hospital público. É em Espanha, mas podia ser na minha rua. É a Daniela, mas podia ser a Joana, a Teresa, a Cátia, a Pilar, a Vanessa, a Sandra ou a Maria. Seria, será sempre uma vergonha para todos nós.
22/01/14
11 mil mortos,
Sr. Walid al-Moallem, 11 mil mortos desde 2011, todos com carimbo do Governo Sírio. Falar em legitimidade neste contexto é uma aberração, é hediondo.
21/01/14
20/01/14
15/01/14
A comunicação 'não-verbal'
é uma arte que me fascina, especialmente em momentos como este, onde a um beicinho pode corresponder tanta coisa e um humedecer de lábios está para além de uma causa tão comezinha como ficar com a boca seca depois de falar um bom bocado.
13/01/14
Esta
senhora e os seus amigos terão abandonado os seus cargos há uns meses por causa da bronca dos contratos swap, mas na verdade nunca chegaram a abandonar as funções porque estavam a aguardar pelo concurso para concretizar a saída, e neste intervalo, resolveram candidatar-se aos mesmos cargos, nos quais estavam demissionários, em virtude da bronca dos contratos swaps. Ou seja, a culpa é dos contratos swap, que não são culpa de ninguém, e toda a gente devia ter direito a seis meses de férias, é esta a história, não inventem.
10/01/14
07/01/14
Qual é a graça,
sinceramente, aqui para nós que ninguém nos ouve, de enfrentar ou sequer de observar a distância pouco segura ondas gigantes, absolutamente assustadoras, que nada oferecem, além do risco de provocar mortes, danos materiais e adrenalina a meia-dúzia de surfistas tresloucados?
03/01/14
30/12/13
Bom 2014
Para católicas, para vingativas, para altruístas, para rurais, para amantes da velocidade, e agora também para nós, portuguesas, cortesia de uma dúzia de bem intencionados rapazes de Setúbal. Mecânicos, camionistas e serralheiros de todo o mundo, uni-vos
para defender a vossa história, os vossos saberes e costumes, não deixem morrer
o calendário das gajas boas.
27/12/13
«Uma prova
como aquela a que o seu ministério submeteu os seus professores só confirma que a avaliação, tal como ela é praticada, é um dispositivo de exterioridade, completamente estranho à substância, ao saber a transmitir e aos problemas do ensino. Mas escusava de mostrar tão claramente como tem mostrado, que pretende instaurar um regime de subordinação injusta, onde a brutalidade das relações se tornou a regra: entre alunos, entre alunos e professores, entre professores e pais. Todos são apanhados numa mecânica da subordinação recíproca. Ou, mais nitidamente, de domesticação». (António Guerreiro, ipsilon de hoje)
26/12/13
As cozinhas
tresandam a fogão, as pessoas idem, os cafés são tomados de assalto por rectângulos de mesa repletos de fritos moles e húmidos, os supermercados empurram inocentes em busca de papel higiénico para uma corrente sem fim de adeptos do bolo rei, a TV desdobra-se em directos da ceia dos sós, dos sem-abrigo, dos vegetarianos e do bacalhau com couve à moda de toda a gente, pingam fotos de mesas natalícias no facebook, há torres de caixas de bolos a ameaçar ruir a qualquer momento em qualquer ecoponto, enfarda-se sem pudor, não se aguenta nem mais uma rabanada mas tem de ser, é Natal.
23/12/13
Feliz Natal
![]() |
| The best moms have your beer waiting when you get home.Photo: Tom Kelley Studios/Getty Imagesaqui |
20/12/13
«Qual seria a sua viagem imaginária?
Ohhh... simplesmente ficar em casa imaginando que o resto do mundo não me viria bater à porta, não me viria incomodar.
Ficava um nómada na biblioteca?
Sim, acho que sim. Transformava a minha casa numa ilha deserta.»
(Alberto Manguel ).
Tão fácil de entender, mas tão difícil de explicar.
Ficava um nómada na biblioteca?
Sim, acho que sim. Transformava a minha casa numa ilha deserta.»
(Alberto Manguel ).
Tão fácil de entender, mas tão difícil de explicar.
18/11/13
14/11/13
07/08/13
06/08/13
01/08/13
Não consigo
imaginar melhor embaixador da língua portuguesa, como o provam, de resto, as suas primeiras declarações sobre este assunto. Como condições prévias, exijo fazê-lo a título não oneroso e geograficamente abrangente, isto é, englobando nas realidades culturais a promover, além dos países que têm comités olímpicos, aqueles territórios que, fazendo parte de outros países soberanos, têm com a cultura portuguesa uma conexão forte e associações que perseguem os mesmos fins que os comités olímpicos nacionais.
24/07/13
06/06/13
30/04/13
29/04/13
Eles fazem-se ao mar e trazem o peixe,
elas vendem-no na lota, recebem e
gerem o dinheiro que chega sempre para pagar as contas da casa, a comida da
mesa, os livros e os ténis dos filhos, a televisão e o frigorífico, levam os miúdos
à escola e ao médico quando têm febre, vão à missa, arranjam as mãos, não permitem
uma raiz preta no cabelo, recebem os maridos à sexta-feira com beijinhos e lençóis
lavados, devolvem-nos ao mar ao domingo à noite com bilhetinhos de amor nos tupperwares
do farnel, cantam música sertaneja no monovolume que as leva e traz à barra e
agradecem todos os dias a felicidade que Deus lhes deu. É a vida, é o Amor.
11/04/13
Diz Aguiar Branco que
perante esta "medida cautelar, provisória, não faz sentido algum estar a ter essa dimensão de debate e discussão política, que obedece a outros interesses que não os interesses nacionais" portanto, vamos lá a estar caladinhos e aguardar serenamente que passe a birra ao Gaspar. Ok, a troika já percebeu que o nosso ministro das finanças é um duro. Agora já pode voltar a ser só incompetente.
27/03/13
Entre os muitos
e irritantes hábitos dos condutores portugueses, o maior de todos é a mania de estacionar em segunda fila com a descontracção de quem paga pelo lugar que está a ocupar: é o taxista a passar a facturazinha ao bife que aterra no centro da cidade, o produtor que faz questão de largar os seus chariots de cadáveres de vitela mesmo, mesmo, mesmo à porta do talho, o agarrado que não aguenta chegar ao quiosque ao pé do escritório e tem de parar na tabacaria, a mãe zelosa que insiste em deixar o seu bebé de 17 anos a dois passos da porta do colégio, enfim, toda uma imensa comunidade de gente que entende que, quando há duas faixas no mesmo sentido, há uma que é só deles e os outros todos que usem a que sobra.
26/03/13
Deve ser
difícil uma pessoa encontrar um pormenor ou um episódio qualquer que dê sequer vontade de sorrir em todo este processo odioso que os jornais chamam de "Caso Casa Pia", mas para este senhor o difícil foi evitar dar pulos de alegria. Definitivamente, parece que o Bibi arranjou um advogado à sua medida.
25/03/13
14/03/13
Aguardo com expectativa
que os agnósticos mais
nervosos aqui deste nosso cantinho deitem rapidamente cá para fora tudo o que
conseguirem sobre os podres do novo Papa antes que arranjem alguma úlcera
irrecuperável. Cada um idolatra quem quer e é livre de vibrar com os fumos
brancos que entender. Eu já escolhi o meu, é o da nicotina. E conheço-lhe os
podres todos.
13/03/13
11/03/13
07/03/13
Para desenjoar
da onda encarnada que invadiu os jornais de hoje - obrigada, Diário Económico, por te manteres fiel ao laranja cueca de todos os dias - um saltinho até aqui para ficar a saber que el jefe de Estado reposa con gloria e seguro de que nosotros seguiremos su ejemplo.
06/03/13
04/03/13
Como já não tenho
pachorra para o cliché do grande plano do punho com o cravo
vermelho, da criança com o cartaz “que se foda a troika” ou da centésima
recriação do beijo do marujo e da enfermeira imortalizado por Alfred
Eisenstaedt em 1945, a melhor imagem de sábado é este grito mudo de raiva e de
desespero.
01/03/13
Ter
um primeiro ministro que não se bate pela indignação, pelo inconformismo, pelo protesto e pela revolta é razão mais do que suficiente para não faltar à chamada amanhã.
14/02/13
(Muito) mais
do que cometer erros, o que me chateia verdadeiramente é repeti-los. Ao primeiro, desculpo-me, ao segundo, martirizo-me e assumo que sou um caso perdido. A vergonha da estupidez é muito superior à da ignorância.
07/02/13
Sim,
sim, é um linchamento público, ò Álvaro. Que é para o senhor Franquelim aprender que mentir é feio, coisa que os seus muitos e muitos anos de trabalho - imagine-se que, aos 16, já labutava furiosamente numa empresa só fundada 19 anos depois - não lhe ensinaram. Bem sabemos que um curriculum para este governo é um acto de criação artística, mas há que chegar primeiro a ministro para poder argumentar que sempre norteou a vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente. Uma coisa de cada vez.
04/02/13
«O que entendo
é que há infracções que alguém que desempenha
um cargo público comete que podem ser impeditivas no desempenho da sua função.
Esta, entendo que não». Quatro - quatro! - páginas no i de hoje, totalmente dedicadas a um assunto, que se esgota nesta frase da própria. Podemos voltar ao dossier Franquelim Alves, please?
30/01/13
09/01/13
Portanto,
é um bocado cedo para comentar isto e tal e tal, mas para já numa primeira leitura - ou seja onde se lê cortes até 20% de funcionários públicos e nas pensões, aumento das taxas moderadoras e das propinas - já deu para perceber que está "muito bem feito", "muito bem trabalhado" e "muito completo".
07/01/13
02/01/13
Há momentos
em que penso que o melhor para todos nós era recomeçar tudo do zero, num outro planeta ou galáxia. E, não, não me refiro à mensagem de ano novo do Cavaco ou às férias do Relvas e do Dias Loureiro no Copacabana Palace, mas sim a este grau de bestialidade que se manifesta em alguns seres infelizmente vivos, embora não inteligentes e seguramente miseráveis.
17/12/12
13/12/12
«Sei que
há casos de pedofilia, só na diocese de Lisboa conheço cinco», diz a senhora na página 10. A PGR anuncia que decidiu mandar "instaurar um inquérito". Vamos aguardar serenamente os resultados do inquérito, há averiguações e interrogatórios para fazer, cada coisa a seu tempo. Enquanto isso, na diocese de Lisboa, as "alegadas" vítimas prosseguem as suas rotinas habituais. O mundo não pode parar.
11/12/12
Sim, pois,
naturalmente que a culpa é dele. Sempre são 13 meses de governação. Imenso tempo para resolver todas as trapalhadas criadas por quem esteve mais de oito anos quase ininterruptos no poder. A culpa é dele, da Merkel, dos mercados, dos italianos, do comboio, do Pai Natal e do circo. Quero dizer, do circo, não. O circo (re)começa agora e é património exclusivo do palhaço Sílvio.
16/11/12
Não há actividade*
mais mesquinha
e desprezível dentro de uma empresa do que a bufaria. Sem falsos moralismos,
concedo – também já os fiz – comentários maldosos sobre chefias, colegas, clientes.
Este tipo de maledicência, normalmente, esgota-se dentro de um círculo fechado,
sem outros frutos que não uma gargalhada ou uma piada de circunstância. Um
comentário sobre o mau hálito de um administrativo ou sobre os sapatos feios de
um director não tem consequências para ninguém, nem sequer para o inocente alvo
que há-de continuar despreocupadamente a falar a dois cm do nariz do próximo ou
a exibir os seus magníficos mocassins plastificados de biqueira fina. E é
perfeitamente democrático: haverá sempre um momento da nossa vida, em que
seremos nós o alvo. Calha a todos e ainda bem.
Já a bufaria pertence a um
campeonato diferente. Distancia-se da fofoca logo no objectivo. O bufo quer
chegar a algum lado, ou seja, bufa para tramar alguém. O galhofeiro orgulha-se
do que faz, que é simplesmente divertir-se e divertir os outros, o bufo tem
vergonha de si próprio, precisa de se promover, tem um objectivo claro e
definido. Usa um tom gelatinoso para actuar. Nunca é "pessoa para isso", está a
bufar porque "a situação assim o exige". Porque "os interesses da empresa estão à
frente das relações pessoais". O galhofeiro não pensa no futuro, vive o momento,
é destemido e ataca ao pé da máquina do café, o bufo investe no longo prazo, é cobarde
e age na surdina. Esgueira-se em passos de pantufa até à sala do patrão onde verte o seu fel, num fio de voz doce e cândido.
Isto tudo porque hoje esbarrei num bufo em pleno exercício da sua actividade e, para evitar o vómito, parti
em busca de cafeína. Abençoada máquina de café.
*este post tem uma destinatária que, infelizmente, não é exemplar único na empresa onde ambas trabalhamos. Mas, sem dúvida, que é a que tem maior taxa de sucesso.
*este post tem uma destinatária que, infelizmente, não é exemplar único na empresa onde ambas trabalhamos. Mas, sem dúvida, que é a que tem maior taxa de sucesso.
14/11/12
13/11/12
Parece que o mundo
académico e empresarial descobriu o fascinante mundo das conferências. Os auditórios e salas com nomes pomposos deste país andam animados com o entra e sai de ilustres oradores, que aproveitam para se promover a si e às suas empresas e instituições em "debates" sobre inovação, empreendedorismo, a crise como uma oportunidade, a internacionalização e banalidades do género, que não produzem conclusões, nem ficam para a história. Os ministros e secretários de estado abrem as sessões de trabalho, coisa que não lhes leva mais do que cinco minutos das suas apertadas agendas, a comunicação social vai atrás - e quando não é a própria a promover o "evento" - lá está para sacar umas declarações avulso, descontextualizadas, preferencialmente polémicas e "à margem da conferência", que ficam sempre bem num rodapé de televisão.
As conferências são portanto úteis para toda a gente. Para mim, não passam de uma manifestação saloia de uma certa cultura empresarial feita de aparências.
09/11/12
05/11/12
O Deutsche Bank
convocou a sua grupeta de administradores e directores para uma reunião de três dias num dos hotéis mais caros de Berlim, onde alugou todos os quartos cujos preços variam entre os 320 e 15 000 euros por noite. Na agenda de trabalhos, as próximas medidas de austeridade a adoptar depois do anunciado despedimento de 2 000 funcionários. Aos seus clientes, o Hotel Adlon sugere no site um saltinho ao SPA, onde todos poderão "Vergessen Sie für ein paar Momente die Welt und lassen Sie sich in traumhaft schönem Ambiente verzaubern", que significa qualquer coisa como "esquecer o mundo por alguns instantes e deixar-se encantar num ambiente fantasticamente bonito". Não tenho dúvidas de que seguirão o conselho à letra.
31/10/12
«Tem sido penalizada
por escolher a possibilidade de abordar o lado ligeiro e superficial das coisas», diz a presidente do júri que entregou o prémio PEN à escritora Rita Ferro, que entretanto, segundo a revista Sábado, vai começar a dar cursos sobre 'a arte da escrita' no valor de 60 euros, num pacote que inclui um 'almoço-volante' na sua própria casa. Feijoada ou cozido à portuguesa estão naturalmente excluídos da ementa, que se quer light e pobre em calorias.
29/10/12
14 milhões
de jovens na Europa entre os 15 e os 29 anos, não estudam, nem trabalham, entre eles 260 mil em Portugal, conforme se lê aqui. 14 milhões de excluídos. Quem são, o que fazem, o que procuram? Ou antes, o que acontecerá quando desistirem?
27/10/12
Hoje
vim aqui só para me oferecer a mim mesma a oportunidade de escrever o que efectivamente me apetece, mas entretanto desisti porque nem aqui isso é possível. Não há folha branca - no caso, ecrã branco - por mais anónima que pareça ser que me convença que não anda meio mundo, eu incluída, a mostrar aquilo que não é nem lá muito no fundo quer ser mas sim o que o outro meio lhe exige a toda a hora. Portanto, o meu palpite é que a única coisa realmente sentida que conseguirei escrever hoje é uma carta ao Pai Natal.
11/10/12
E ainda sobre a mesma temática,
50% dos trabalhadores a prazo no Estado vão ser corridos em breve num despedimento colectivo sem história em Portugal, mas os 48 despedidos do Público têm aquele élan, muito mais inspirador e propício a belas prosas de auto-elogio nas redes sociais.
Isto hoje em dia,
não há cá despedimentos, falências ou incompetências ou má gestão. Vivemos no mundo da "reestruturação", "sustentabilidade", "estratégia", "adequação à estrutura da empresa", "ajustamento", "assegurar a viabilidade". Ah, e trabalhadores, parece que também já não existem. Somos todos colaboradores. Faz sentido: colaboramos com as empresas, cada vez menos fazemos parte delas.
10/10/12
Detesto
com todas as forças que consigo retirar de cada músculo que possuo nos meus não-sei-quantos-nem-interessa-para-o-caso-quilos o "CC e o "BCC" dos emails. No primeiro caso, não entendo a diferenciação de destinatários quando pretendo que todos tenham acesso à informação que estou a enviar, já no segundo caso, só imagino um abelhudo a ouvir uma conversa que não lhe diz respeito, um otário a fazer confidências a uma plateia camuflada e um perverso a gozar à grande e à francesa.
09/10/12
08/10/12
Ainda assim,
este até parecia daqueles ministros de quem se podia esperar alguma coisa de inteligente, mas infelizmente, parece tão desorientado como todos os outros. O único consenso que consegue gerar é um descontentamento absoluto por parte de estudantes, professores e encarregados de educação, o que bem somado deve dar para aí 80% da população portuguesa. Fora os descontentes por simpatia, eu incluída.
03/10/12
Por favor, que
acabem (bem ou mal, quero lá saber) as histórias da miúda da manifestação mais a do rapaz que correu a cidade à procura de uma outra miúda que afinal tinha sido contratada por uma marca de perfumes. Há todo um mundo de boa ficção para descobrir, para quê perder tempo com estes enredos de quinta categoria?
01/10/12
27/09/12
25/09/12
«Dois indivíduos
«abordaram a mulher, de 78 anos, e o marido, de 80, quando trabalhavam no campo. Contaram-lhes que os pensionistas iam ser aumentados em 20 euros cada um, mas que precisavam de um comprovativo de morada. Deram boleia à mulher até casa, um deles entrou com ela para procurar o comprovativo e deitou mão a um guarda-jóias, um envelope com dinheiro e um fio de ouro que ela tinha ao pescoço»
ou
«Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons».
(Fontes: Correio da Manhã e Carlos Drummond de Andrade)
24/09/12
07/09/12
03/09/12
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